domingo, 3 de outubro de 2010

VIVENDO COMO FILHOS DA LUZ. Ef. 4.17-32

É normal sentir raiva. A raiva é um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa, que as pessoas demonstram quando se sentem ameaçadas.
O sentimento de raiva tem origem na idéia de que fomos injustiçados ou maltratados, tendo como base vivências do passado.

A Raiva é um sentimento que quando manifestado traz consequências, inclusive a morte.
Não há nada mais importante no mundo do que a maneira com que você cria os seus filhos. Você sabe que as maiores alegrias — e a maiores dificuldades — vêm como
resultado da enorme responsabilidade de treinar os filhos a se tornarem adultos.

Existem problemas demais para nos chatear nos dias de hoje — nas manchetes, nos filmes, nos próprios corredores das escolas e igrejas. Somos levados a concluir
que o fato de as pessoas não saberem lidar com a própria raiva é que origina todas essas crises e conflitos.

Ninguém aprende a lidar corretamente com a raiva a menos que alguém lhe ensine. As atitudes corretas não são intrínsecas a nós. A forma madura de lidar com a raiva que sentimos deveria ser ensinada em casa. A raiva é uma emoção que poucos compreendem.
Precisamos aprender a controlá-la e depois ensinar nossos filhos.
Mas isso só será possível se primeiro adquirirmos esse autocontrole.

I - A RAIVA NA CRIANÇA E SEUS PRIMEIROS ANOS.

Como a raiva agem nas crianças, através das birras e chantagens, das manhas, rolar pelo chão, esmurrar o carpete e até dar com a cabeça na parede. A medida que crescem choram e gritam, fazem malcriações inclusive em lugares públicos. Depois vem as queixas da escola e de alguns vizinhos.

a) A questão da raiva e de como tratá-la.
A raiva é como uma doença que vai corroendo de dentro para fora, e que causa diversos prejuízos físicos, mentais e espirituais para o próprio enfermo e para as pessoas que a este acompanham.
Consequências da raiva:
• A violência verbal.
• A violência física.
• O Ódio, que consiste num desejo contínuo de fazer mal a alguém.
No corpo humano a raiva gera problemas no sistema nervoso central, distúrbios no aparelho digestivo e desequilíbrio psicológico.

b) A maioria das famílias do mundo atual não tem a menor ideia de como lidar com este sentimento.
Tal deficiência familiar e social só acaba em desastre.

• Você como pai, guarda remédios em lugares altos.

• Você quer saber o tempo todo onde o seu filho está.

• Talvez você até escolha os programas de TV que o seu filho pode assistir e quais atividades ele pode fazer no computador.

Mas será que você está ciente de que o maior de todos os perigos é a raiva alojada, incontida e descontrolada no coração do seu filho; e que esse é o veneno mais tóxico de todos.



II - A RAIVA FAZ PARTE DO NOSSO DIA-A-DIA.

À medida que crescemos carregamos a raiva para dentro desta panela de pressão chamada sociedade. A escola, o local de trabalho, o casamento,
a igreja, a família é onde ela se potencializada.
Vivemos num mundo caótico por causa de emoções que não foram devidamente
identificadas e tratadas no passado.
O problema vai além da violência, este é apenas a ponta do ICEBERG.

a) Os pais são as únicas pessoas capazes de solucionar essa questão.
Você é o maior pedagogo de seus filhos. Como a maior parte dos pais não sabe como lidar com as emoções dos filhos, estes acabam aprendendo a lidar com as próprias emoções de forma inapropriada e imatura. Essas crianças, por sua vez, quando crescerem passarão esses mesmos conhecimentos errados aos seus filhos, que
um dia farão o mesmo, perpetuando assim o padrão errado.

O Antigo Testamento nos diz que os pecados que os pais cometem frequentemente perduram por várias gerações e não é difícil entender o motivo. Você é o único
modelo de como ser pai e de como viver a vida que os nossos filhos têm.


Precisamos, com urgência, assumir a nossa função de pedagogos: “Ensina o menino no caminho em que deve andar e quando for velho não se desviará dele.” Pv.22:6. Ou seja, pais e mães são, por força do cargo, professores de seus filhos! Não é uma questão opcional. A função exige esta postura.

III - ASSUMINDO A MINHA FUNÇÃO PEDAGÓGICA.

Três atitudes simples do cotidiano:
a) Palavras: Use a conversa como instrumento pedagógico. Fale com ele sobre a vida. Aproveite os momentos, e bata um papo sem medo de saber todas as respostas!

b) Ações disciplinares: Tenha coragem de estabelecer limites, criar regras, impor situações disciplinadoras. Todas as sociedades e relações saudáveis têm seus pontos limítrofes. Não tenha receio de dizer "não", "sim", "agora não posso", "você não precisa disso agora".

c) Exemplo: Se você perder o exemplo, perderá a autoridade! Pois o exemplo é basilar para o pedagogo. Você não pode dizer "não" e ser "sim".
Dt.6.4-7 “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.”
Aproveite estas quatro situações: 1- assentado em casa, 2- andando pelo caminho, 3- ao deitar e 4- ao levantar, e seja o pedagogo que seu filho tanto precisa e clama.


IV - O AMOR COMO PRIORIDADE.

De onde vem toda essa raiva? Damos duro para proporcionar um lar feliz aos nossos filhos. Por que eles têm tanta raiva e o que os leva a serem adultos irritados?
A difícil verdade é que sua maior fonte de raiva provém de um arraigado sentimento de que não se sentem amados. Por instinto, as crianças percebem que precisam ser
amadas e que seus pais têm a responsabilidade de proporcionar este amor.
Mesmo nos melhores lares, filhos anseiam desesperadamente por amor, apesar de seus pais terem a convicção de que essa necessidade está sendo suprida.

a) Como manifestar o amor para com os filhos? Creio que a maioria dos pais ama verdadeiramente os seus filhos. A dificuldade consiste em transmitir esse afeto de amor do coração do pai para o coração do filho.

Talvez você diga: “Mas eu falo todos os dias que a amo meus filhos!”, e o que você diz é mesmo a verdade. O fato é que a maioria dos pais são verbais ao se comunicar.

A expressão verbal do afeto é, sem dúvida, muito importante,
Porém insuficiente.


Nós, pais, somos seres VERBAIS enquanto os nossos filhos são seres COMPORTAMENTAIS.
Se você deseja se comunicar com o seu filho de forma profunda e efetiva, não poderá utilizar a sua forma, e sim a dele, a forma comportamental.

“Não basta ser pai tem que participar”.


b) Se os seus filhos não se sentirem amados, eles não se desenvolverão para se tornar as pessoas que têm a capacidade de ser.
A raiva interfere no desenvolvimento básico da criança e futuramente em
seu comportamento adulto.

V - RELACIONANDO-SE COM O MUNDO.

O conceito que a pessoa tem a respeito de si mesma é o fator de maior influência ao como lidar com a raiva. A auto-estima é a chave para lidarmos com a raiva.
Somente a partir daí, teremos autonomia sobre nós mesmos.

E os nossos filhos? Eles também reagem com raiva perante uma situação ou uma pessoa ameaçadora que os frustre ou lhes cause dor. O problema, contudo, é que,
diferentemente dos adultos, as crianças não têm o poder de fazer mudanças radicais em suas vidas. Diferente dos adultos, a criança ainda não têm a sua auto-estima muito
bem fundamentada.

Os Pais e os outros adultos estão, em teoria, ajudando-as a formar o conceito que as crianças terão de si.
Por isso Jesus disse: “aí daquele que fizer tropeçar a um destes pequeninos”



VI - ANTECIPE-SE AO FUTURO.

Talvez você já tenha passado horas sonhando com o futuro dos seus filhos. Você os imagina tendo uma vida saudável e bem-sucedida.

No entanto, a maior e mais desafiadora ameaça à vida feliz e saudável do seu filho é a presença despercebida da raiva mal resolvida.

O nosso dever para com os nossos filhos e para com a sociedade
envolve identificar e lidar com as raízes dos problemas de hoje, enquanto os nossos filhos ainda são novos e ensináveis, antes que o estrago seja feito.

Seremos incapazes de ensinar os nossos filhos até que nós mesmos aprendamos essa lição, e sejamos transformados por elas. O significa aprender a lidar com a própria raiva.

VII - PRESENTEIE A VIDA.

Amar os seus filhos incondicionalmente e ensiná-los a lidar com a própria raiva de forma cada vez mais madura são os dois melhores presentes que você pode dar a você e a seus filhos.

Mensagem pregada no culto da família, inspirado no livro: Como realmente amar seu filho rebelde. Editora Mundo Cristão.

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