quarta-feira, 31 de março de 2010

7 Características da nova liderança Evangélica


Por João A. de Souza Filho

Ao longo dessas quase cinco décadas de ministério pastoral comecei a observar a tendência da igreja brasileira e os rumos que tomou. Achei que poderia contribuir acrescentando 7 características da nova liderança pentecostal. Com o surgimento dos movimentos pentecostais novos, comumente chamados de neopentecostais, algumas características se tornam evidentes na liderança dessa parcela eclesiástica.

Contrariamente às recomendações de Pedro aos líderes da igreja de que o líder deve ser (1) testemunha (mártir) dos sofrimentos de Cristo; (2) de que não deve exercer o pastoreado por constrangimento, isto é, obrigado a pastorear como se a igreja dependesse dele; (3) de que não deve andar de olho no dinheiro alheio (sórdida ganância) e (4) de que não deve ser dominador do povo, ou do rebanho porque este é de Deus, muitos dos atuais líderes da igreja, especialmente os que ostentam o título de apóstolos agem no sentido oposto. Procure ler o texto de 1 Pedro 5.1-4.

A seguir colhi sete características dessa liderança atual – que não é apenas da liderança neopentecostal, mas também de muitos líderes de igrejas pentecostais históricas.

1. Autoritarismo: Tais líderes advogam a si o direito de ter a palavra final em questões doutrinárias e de práticas cristãs. Creem que podem criar novos padrões de ensinamento e neles atrelar a congregação. Era assim também no passado quando pastores de denominações pentecostais decidiam o que o povo devia usar, o que pensar e em como viver. Felizmente algumas denominações amadureceram e abandonaram tais práticas que vêm sendo adotadas com grande ardor pelos novos líderes pentecostais. As pessoas são orientadas a viverem conforme o pensamento do líder e de maneira a agradá-lo. A “doutrina” ou ensinamento apostólico foi por eles aperfeiçoado, porque tirou do povo o direito à vida e de decidir o que fazer e de como viver.

2. Dominadores do rebanho: Hoje os apóstolos, bispos, presbíteros e pastores – não importa o título que ostentem – decidem se os membros devem celebrar o Natal, os alimentos que devem comer, as festas que podem participar, os DVDs que devem assistir e quais igrejas ou congregações podem visitar.Tal autoritarismo não é próprio apenas de igrejas neopentecostais, mas também de alguns que se dizem “igreja” sem nome; comunidades cristãs, etc. que mantêm sob regras rígidas o comportamento e o estilo de vida de seus membros, ou discípulos. É possível ver este autoritarismo em várias denominações também. Nunca ouse pensar ou agir de maneira que contrarie seu líder! O líder é o novo paradigma ou modelo de fé a ser seguido, e não os modelos da Bíblia.

3. Ganância financeira e luxúria: A ostentação de riqueza, o ganho fácil e a confortável vida movida a aviões particular, helicópteros e festas não é própria apenas dos neopentecostais, mas também de outros segmentos da igreja – uma dessas igrejas, até bem tradicional, em que seu líder se locomove para a casa da montanha de helicóptero, enquanto exige que seus membros nem televisão possuam!Enquanto milhares de obreiros residem em casas modestas no meio de sua comunidade, ao nível do povo que pastoreiam, vivendo na simplicidade, buscando o mínimo de conforto, outros se afastam do meio do rebanho e passam a viver em condomínios inacessíveis ao povo. Sua congregação não tem acesso a casa deles – diferentemente de quando nossa casa estava aberta aos irmãos. Essa é a nova cara da liderança eclesiástica da igreja brasileira.

4. Usam o púlpito como arma de ataque: Por trás do carisma que lhes é peculiar tais ministros fazem o que querem com o povo; se justificam, demonstram humildade e santidade e aproveitam para atacar sutilmente os que lhe desobedecem as ordens. Frases como “aconteceu tal coisa porque não ouviu o homem de Deus” é comum ouvir de seus lábios. É a justificação de uma aparente santidade. As pessoas precisam vê-los como homens de Deus, líderes espirituais íntegros; no púlpito diante de seu povo riem, choram, profetizam, pulam, gesticulam e pregam mensagens de prosperidade. Assim, conseguem encobrir do rebanho suas verdadeiras intenções, para que este não se interesse em saber como é a vida deles no dia a dia de sua vida particular.E grande parte dos crentes defende o estilo de vida de seus líderes, e se dobra perante eles como faziam os escravos diante de seus senhores.

5. A sacerdotização do ministério: Alguns desses novos líderes criaram a nova casta de “levitas” que são os que cuidam do louvor da igreja, mas criaram também a “família sacerdotal” que é composta do líder e de seus familiares, num atentado grotesco ao verdadeiro sacerdócio de Jesus Cristo. Muitos, ainda que reneguem publicamente tal conceito, ostentam-no no ensino aos seus líderes, isto é, estes são orientados a considerá-los sacerdotes de Cristo a serviço do povo. “Nós somos sacerdotes” de Deus para cuidar do rebanho, dizem, quando biblicamente toda a igreja é povo sacerdotal!

6. O reino deles é deste mundo: A nova liderança dos neopentecostais tem outro foco que não é o reino de Deus futuro, mas o reino deles, agora. Eles têm prazer nas coisas do mundo. Seu império particular e o império de sua denominação ou de suas comunidades constituem o reino deles na terra. Enquanto todos os demais trabalham para a vinda do reino, esses novos líderes creem que estão no reino, e que já são príncipes de Cristo aqui na terra. E para viver como príncipes, formam seu séquito de seguidores que os servem humildemente. Enquanto Jesus apontava para a chegada iminente do reino de Deus, a nova liderança da igreja crê que vive o reino, aqui e agora!Por isso intrometem-se na política, pensando que por ela governarão na terra e trarão o governo de Cristo aos homens. E, da mesma forma que entram na política e buscam para si títulos políticos, se prostituem com o sistema e podem ser vistos agradecendo a Deus pelas graças recebidas, como no caso dos deputados evangélicos neopentecostais do Distrito Federal. Estes são a pontinha do iceberg, porque existem milhares de pastores vendidos ao mundo e que recebem polpudas somas de dinheiro para transformar sua congregação em curral eleitoral.

7. Acreditam que o juízo dos crentes não é para eles; porque estão acima dos demais: Por isso, perderam o temor de Deus e nem imaginam o que lhes espera no dia do juízo de Cristo, quando todos haveremos de prestar contas. Quando se perde o temor de Deus leva-se uma vida desenfreada de pecado, escondida sob o manto da espiritualidade e da vida piedosa.

Criticam a Balaão mas vivem como ele, profetizando em nome de Deus, mas de olho nos bens de Balaque – porque são insaciáveis financeiramente. São estes os novos líderes que à semelhança de Coré, Datã e Abirão defendem seu sacerdócio e proclamam que também “têm direitos espirituais”, como nos dias de Moisés. À semelhança de Caim pecam voluntaria e conscientemente, esquecendo que já receberam na testa o sinal de Deus que os manterá sob juízo e condenação.

À luz dessas sete características é possível identificar o tipo de igreja que se frequenta, o tipo de líder que se obedece e decidir se deve seguir o caminho do discipulado cristão ou se fará parte do novo reino dos deuses da terra.

Pense nisso, e me escreva a respeito.

Esquisitices da Música Gospel: Adoração Extravagante


Por Renato Vargens

O louvor da sua igreja é extravagante? Não? Então você está fora do mover de Deus. É exatamente isso que algumas pessoas têm dito àqueles que não aderiram a um dos mais novos métodos de adoração.

No Brasil, os representantes mais conhecidos deste estilo de louvor congregacional são Davi Silva, Mike Shea, Ludmila Ferber, David Quinlan e Ministério Diante do Trono. Em linhas gerais, essa tendência afirma a necessidade de uma adoração sincera, abundante, espontânea, totalmente guiada pelo Espírito de Deus. Para estes a palavra “extravagante” fala da atitude do adorador, a qual deve sobrepujar os padrões formais e expressar sua adoração em termos de liberdade e espontaneidade. Nesta perspectiva, o verdadeiro adorador voa como águia, ruge como leão, salta como coelho, canta de costas para o público, além de rolar pelo chão quando tocado por Deus. Para os adoradores extravagantes o que vale é romper com os paradigmas religiosos, manifestando através do louvor congregacional uma adoração desprovida de frieza espiritual. Segundo estes, tudo é válido desde o riso incontido ao choro histérico por parte dos adoradores.
Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Em nenhum momento as Escrituras Sagradas nos ensinam a cantar extravagantemente. O Novo Testamento não nos concede respaldo teológico para que entoemos cânticos cuja inspiração é de cunho delirante. Ora, vale a pena ressaltar que o nosso louvor ainda que emocionado deve ser absolutamente racional.
Ah! Que saudade do louvor onde Cristo era o foco da adoração. Ah! Que saudade do tempo em que se cantava e entoava cânticos por missão! Lembro-me de momento maravilhosos onde a igreja prostrava-se em adoração ao Senhor cantando a Deus com coração contrito e quebrantado.

Prezado amigo, diante de tanta extravagância alguma precisa ser feita, os valores do reino de Deus precisam ser resgatados, e o evangelho de Cristo vivenciado.
Amados, mais do que nunca é imprescindível que reflitamos a luz da história sobre o significado e importância da Reforma. Acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos, até porque, somente agindo desta forma poderemos sair deste momento preocupante e patológico da igreja evangélica brasileira.

Uma nova reforma Já!

segunda-feira, 29 de março de 2010

A Retórica dos Discursos Evangélicos



Os líderes evangélicos dizem que igreja não salva ninguém.
Mas não acreditam realmente que alguém que não frequenta igreja alguma possa ser salvo.

Os líderes evangélicos dizem que Deus ama quem dá $ com alegria.
Mas não acreditam que um irmão pode estar precisando exatamente do contrário: receber

Os líderes evangélicos dizem que não existe representante de Deus na Terra.
Exceto quando se trata do dízimo, pois, ao não entregá-lo para a instituição religiosa, o crente está roubando a Deus.

Os líderes evangélicos dizem que o exame das escrituras é livre.
Mas não aceitam a exposição de opiniões e interpretações diferentes na Escola Dominical.

Os líderes evangélicos dizem que o sacerdócio é universal.
Mas não acreditam que ovelhas possam viver sem se submeter às autoridades eclesiásticas.

Os líderes evangélicos dizem que Deus odeia o pecado e ama o pecador.
Mas não acreditam que Deus possa amar aos “gentios” tanto quanto aos crentes.

Os líderes evangélicos dizem que não existe “pecadinho” e nem “pecadão”.
Mas disciplinam irmãos por causa de alguns pecados considerados mais graves e ignoram outros pecados tidos como menos graves.

Os líderes evangélicos dizem que é preciso amar ao próximo como a ti mesmo.
Mas pensam que o “próximo” se refere somente aos seus irmãos de fé e não aos que confessam outra (ou nenhuma) fé.

Os líderes evangélicos pregam que é preciso dar a outra face ao inimigo.
Mas não fazem desta maneira com grupos pró-aborto, macumbeiros, homossexuais e ateus.

Os líderes evangélicos dizem que Deus é soberano e sua vontade é o melhor.
Mas não tem temor ao aconselhar ao rebanho a exigir que Deus “olhe para eles” para poder tomar posse das benção$.

Os líderes evangélicos pregam que Jesus foi pobre, andou com pecadores, venceu o diabo no deserto e sofreu morte de cruz.
Mas te fazem acreditar que você está pobre (ou no leito da morte) porque não tem fé. Provavelmente está endemoniado e anda com pecadores.

Viver e liderar um evangelho assim é fácil, não?

Fonte: Saulo Dias Luz, no blog sal com pimenta

sexta-feira, 19 de março de 2010

O REINO DO ANTICRISTO E O COMERCIAL DA PEPSI

video
Com a chegada da copa na África, a Pepsi lança um comercial bem satânico e favorável ao reino de satanás. Nesse comercial as pessoas usam uma estrela de 10 pontas e/ou triangulos que representam a Besta de 10 chifres do Apocalipse ou o Anticristo e seus nove mestres eleitos. Lembrando se que o mundo hoje já é representado por 10 blocos econômicos.
O jogador Kaká, representa o crentes seduzidos pela fama.
A máquina fotográfica representa o brilho da ribalta, que fascina e encanta. O crente ali representado fica tão distraído preocupado com sua fama e as fotos. Enquanto o bode (representando satanás) arma uma cilada e o derruba com muita facilidade (sem nenhum esforço) e os moradores da aldeia (servos de satanás) ficam rindo da sua ingenuidade junto com o bode.
Você leitor talvez já tenha reparado que os altares de algumas igrejas são uma verdadeira apoteose do inferno, onde não se adora, se desfila. E que mover do Espírito Santo e apenas uma manifestação emotiva de um culto sem racionalidade onde a performance do pregador é o que conta.
“O rapaz que segura a câmera é o jogador Drogba ( dragão ) nascido em 11.03 e que 11 é um numero muito importante para os illuminatis. O nome do rapaz que assisti na tv ao lado do bode (que simboliza baphomet), chama-se Messi ( messias – falso) nascido em 24.06. Já o número 06 é sagrado porque representa “o número da alma do homem” representando a essência do paganismo, que é colocar a criatura no lugar do Criador. Os cultistas não os escolheram por acaso.” A câmera representa um suposto evento que será registrado, passado ao vivo para o mundo. Note que o Drogba (dragão,vulgo satanás) , é que provoca (ou força) a queda de Kaká (cristianismo). No primeiro momento da nova ordem, satanás ajudará o anticristo, por isso que eles se cumprimentam no final com um sinal típico de “jogada em equipe”. Obviamente o evangelho nunca será vencido. Porém muitas igrejas já foram envolvidas e seduzidas por satanás. Deus permitirá uma vitória momentânea de satanás, para que se cumpra a sua Palavra. “Ora, aquele que tiver de pé, ore pra que não caia”.1ªCo.10.12
agradecimento: Apocalipse Total.

domingo, 14 de março de 2010

A CONTEMPORANIZAÇÃO DAS INDULGÊNCIAS

As indulgências e suas práticas datam do século XI. Poderíamos falar aqui de como surgiram; e do ensinamento oficial da Igreja Romana. Mas, nos deteremos no aspecto que nos interessa. A prática das indulgências, que precedeu à reforma teológica por Martinho Lutero XVI, e desenvolveu-se no contexto da prática penitencial. A penitência era um sacramento imposto pela Igreja, cujo intento era a reconciliação do pecador com a Igreja e com Deus. Este por sua vez leva o pecador a completar um processo de conversão. Sendo um pressuposto que a remissão de pecados pela obra salvífica de Cristo era insuficiente e que o pecado exigia obras penitenciais. Por isso, desde o início para ‘lucrar’ com as indulgências se impunham obras determinadas. Portanto, subjugar alguém sob pena de pagar uma penitência, tem sido usado como méritos da Igreja com a falsa idéia de que: a) É a Igreja que tem atributos exclusivos de ligar e desligar do Reino dos Céus; b) Que seus ministros (Isso Falsamente) representam a Cristo; c) A persuasão como forma de manipulação do povo tornando este uma massa de manobra para satisfação de interesses escusos em nome de uma obediência cega e irracional. Escravizando assim, o povo em total subserviência aos oficias da Igreja; d) Seus mestres asseguram que suas verdades são eternas e absolutas, e como tal não precisam ser inquiridos a respeito de seus ensinamentos. Tal prática se contemporizou se tornando no que hoje chamamos de rudimentos e preceitos humanos. A saber: - Dízimos e Campanhas, visando sempre no final um voto e este em dinheiro sem o qual será impossível conseguir a “benção”.
Em algumas igrejas hoje paga se pra tudo! Existem até cláusulas pétreas para se tornar um membro.
Estes por sua vez deve pagar seus impostos eclesiásticos em dia e adquirir todo tipo de parafernália evangélica que enriquecem mais e mais estes charlatões. Homens gananciosos e sem escrúpulos. Que transformaram a Igreja em impérios pessoais, para sua autopromoção com Cd’s e Dvd’s, visando seus interesses pessoais. Não se vê mais apelo aos perdidos, e sim aos que necessitam renovar suas alianças, sempre condicionadas a um voto. E este voto por sinal será uma oferta (em dinheiro) sob as mesma prerrogativas católicas de que tal oferta poderá por fim no sofrimento do pecador, e sem não o fizer. Será em última análise falta de Fé do ofertante.
A Igreja Evangélica no Brasil precisa de uma Nova Reforma, não política. Mas, Cristocêntrica, Neotestamentária. Longe de todo este besteirol Americanizado, deste engodo que é a teologia da prosperidade, e a confissão positiva e outras mais.