terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sou Cristão ou Sou Evangélico?


Eu pergunto o que é ser evangélico?
Qual a diferença em ser cristão ou evangélico?

Porque se colocam como evangélicos só quem freqüenta igrejas evangélicas.
Porque deixaram de usar o termo protestante?

Qual a diferença entre Cristão, Evangélico, Protestantes e Gospel.
Será que não estamos sendo infantis em dizer tudo isso.
Será que nós evangélicos não somos os maiores discriminadores que os que não são?


Será que não estamos cometendo um crime em discriminar os demais, é importante diferenciarmos discriminação de pessoas e discordância daquilo que crêem. Não deveríamos amá-los e lhes anunciar o Evangelho, ao invés de discriminá-los por uma opção religiosa; e cabe dizer que muitas das vezes por herança cultural dos pais.

Podemos perceber isso quando entram em nossas igrejas pessoas que não fazem parte do nosso meio e a primeira coisa que sentimos é repulsa a eles. Cabe dizer que essa pluralidade de denominações contribuiu para a criação de guetos religiosos, de pessoas que se vestes com um jeito próprio, alguns alienados, e que tem até uma saudação diferenciada por conta do gueto que pertencem.

Durante uma palestra apresentada anos atrás pelo pastor e escritor George Knight, na qual ele respondeu à pergunta: Os adventistas são evangélicos? Ele respondeu: “Não me preocupo se somos evangélicos. Devemos, sim, é ser bíblicos.” Atualmente, o nome “evangélico” está muito desgastado. Geralmente, ele evoca a imagem de pessoas alienadas, fanáticas, adeptas da teologia da prosperidade ou de uma religiosidade meramente emocional e divorciada da realidade cultural que as rodeia; religião que prega o Reino de Deus aqui e agora e a Parousia para o futuro distante; a Graça barata da qual falou Bonhoeffer; a salvação sem cruz e nem juízo; o povo do “Cara” lá de cima e não do Deus Criador que, a despeito de ser Pai amoroso, também inspira reverência e profundo respeito.

Muitos evangélicos sinceros têm se mostrado preocupados com o dogmatismo antibíblico que contamina o viver religioso de multidões que dizem amar a Bíblia quando paradoxalmente quase não a abrem para ler e muito menos a estudam.

Ser cristão é amar a Palavra de Deus e incorporá-la ao dia-a-dia; é fazer dela o padrão, a norma de fé e conduta; e para isso é preciso conhecê-la profundamente. Mas tem mais: Jesus é a Palavra de Deus feita carne e ossos. É o Verbo justamente pelo fato de ser o Ser da Trindade que veio ao mundo falar do Deus de amor que ama tanto que deixou instruções claras em Sua Palavra; instruções essas que, se vividas, nos dão Paz, Esperança e Vida mesmo deste lado da eternidade.

A Bíblia fala de Jesus; devemos lê-la para encontrá-Lo. Jesus é uma pessoa e com pessoas a gente se relaciona. Estudo bíblico sem relacionamento com Jesus é conhecimento vazio que não transforma. Relacionamento sem o estudo bíblico é perigoso, afinal, como saber com quem estamos nos relacionando?

Ser cristão é amar e obedecer a Cristo; é seguir Seus passos, guardar Seus mandamentos. É pregar o Evangelho. Ser cristão é amar tanto a Jesus que a saudade dEle aperta o peito e nos impele a pregar, mas também por amar as pessoas e querer ajudá-las a encontrar o sentido da vida e a esperança das esperanças. O sentido da vida consiste em saber que sou criatura e Deus é Criador; que somente no encontro entre ambos o vazio é preenchido, pois foi o Senhor quem colocou no coração do ser humano o anseio pela eternidade.

Se ser evangélico é seguir e anunciar a mensagem do evangelho, eu sou. Se ser Cristão é amar a Jesus de todo o coração e falar dEle como o primeiro e o último em minha vida, sou cristão. Menos que isso seria fraude, anomalia, incoerência.


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