quarta-feira, 23 de maio de 2012

A Herança de um espírito profético

2Rs.2.1-15 Sucedeu que, quando o SENHOR estava para elevar a Elias num redemoinho ao céu, Elias partiu de Gilgal com Eliseu. 
E disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Betel. Porém Eliseu disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim foram a Betel. Então os filhos dos profetas que estavam em Betel saíram ao encontro de Eliseu, e lhe disseram: Sabes que o SENHOR hoje tomará o teu senhor por sobre a tua cabeça? E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos. E Elias lhe disse: Eliseu, fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Jericó. Porém ele disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim foram a Jericó. Então os filhos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu, e lhe disseram: Sabes que o SENHOR hoje tomará o teu senhor por sobre a tua cabeça? E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos. E Elias disse: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou ao Jordão. Mas ele disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim ambos foram juntos. E foram cinqüenta homens dos filhos dos profetas, e pararam defronte deles, de longe: e assim ambos pararam junto ao Jordão. Então Elias tomou a sua capa e a dobrou, e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos em seco. Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim. E disse: Coisa difícil pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará, porém, se não, não se fará. E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, pegando as suas vestes, rasgou-as em duas partes. Também levantou a capa de Elias, que dele caíra; e, voltando-se, parou à margem do Jordão. E tomou a capa de Elias, que dele caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o SENHOR Deus de Elias? Quando feriu as águas elas se dividiram de um ao outro lado; e Eliseu passou. Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam defronte em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram-lhe ao encontro, e se prostraram diante dele em terra. 

I - Aproveite o momento. 

V.2,4,6 - Elias não queria que Eliseu o abandona-se, e sim, que valida-se sua devoção. O ministério de Eliseu começa onde termina o de Elias. 
Elias precisava ser tirado de Eliseu para que, este pude-se então desenvolver seu ministério. A grande problemática da igreja hoje no cerne cristão é uma fé que não é recapitulada. 
A viagem de Gilgal a Betel, de Betel a Jericó e de Jericó ao Jordão fora uma jornada de um flashback espiritual. Elias precisava mostrar para Eliseu a história dos feitos de Deus. 
2 Rs.2:14 Onde está o SENHOR Deus de Elias? 
Hb.13:8 Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente. 

II- Preparação para o futuro. 

Não existe ministério sem discipulado. Apreenda, leia, ouça, assista e se identifique. “O passado não é uma ancora para nos apoiarmos, Mas um leme a nos levar adiante”. 

2.1 GILGAL, lugar de realização. Fim da vergonha. 
Js 5:9 "Hoje revolvi de sobre vós o opróbrio do Egito; pelo que se chama aquele lugar: Gilgal, até o dia de hoje".

Do Jordão à Gilgal, tiramos lições maravilhosas: 
a) Aprendemos que, para algo novo começar, precisamos enfrentar os declínios, as lutas, as incompreensões, a sensação de estarmos sós. 
b) Descobrimos que o Jordão desta vida precisa ser encarado com coragem e fé, pois Deus haverá de nos levar à conquista da Terra Prometida. 
c) A concretização da promessa de Deus levou o povo a erigir um altar, houve circuncisão e a celebração da Páscoa. 
d) Gilgal se tornaria, no futuro, um dos lugares históricos, onde Samuel julgou Israel, onde Saul foi proclamado rei e onde Davi foi restaurado, após a rebelião de Absalão. 

2.2 BETEL (Casa de Deus) o primeiro local onde o patriarca Abraão levantou um altar. 
Gn. 28:16 Na verdade o SENHOR está neste lugar; e eu não o sabia. 

2.3 JERICÓ, lembra a vitoria da fé, a tragédia do pecado e a majestade do SENHOR que merece toda glória. 

2.4 JORDÃO, divisor de águas. Todo incrédulo pereceu no deserto, somente o remanescente herdou a promessa. 

III – Avalie-se (recapitule) 

Estes 04 lugares eram importantes para Israel. Precisamos da história, para aprendermos com nossos passados, mudarmos o presente e termos uma expectativa de um futuro melhor. 
• De que adiante sermos livres sem tomarmos posse das promessas.

• Os discípulos do profeta foram espectadores do milagre, mas Eliseu foi o herdeiro do ministério.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

BOI DE PIRANHA ANENCÉFALO

Fonte: Blog Vida Cristã 


O tempo está se aproximando e não demorará em que o cristão será forçado a praticar desobediência civil para não pecar contra Deus. Não estou falando de sonegar impostos ou correr além do limite de velocidade na estrada. Estou falando de não matar os seus filhos pré-natais (chamados “fetos” pela ciência atual) ou seus anciãos (que não conseguem mais interagir e manter uma qualidade de vida mínima). 
Estou falando de obedecer o que diz a Bíblia no que diz respeito à disciplina amorosa de filhos, ou de não reconhecer um casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. A militância política, social e acadêmica de alguns grupos mostram que o anseio desta geração é de botar a Igreja no “seu devido lugar”, ou seja, calada e confinada a seus prédios peculiares, que “poluem” a paisagem liberal do nosso bravo novo mundo. 


Em meio a uma cultura imbecilizada, cativa pelo trivial, banal e de baixo calão (haja vista o sucesso infame de programas como Big Brother Brasil), há alguns que estão se posicionando seriamente contra a própria existência da Igreja e de tudo que ela representa no Ocidente. Sim, porque se formos para o Oriente Médio, ou o Oriente distante, grande parte do mundo já marginalizou a Igreja. Estão muito mais avançados na sua cruzada contra o Corpo de Cristo. Mas o Ocidente, que descendeu da cultura europeia, e consequentemente cristã, está tentando se despir desse legado e se reinventar. 


Essa reinvenção é motivo de celebração de pessoas ensandecidas pela perspectiva do êxito da sua intenção, e de horror de pessoas minimamente cristãs nas suas convicções e sensibilidades. Para quem teme a Deus, parece que o manicômio liberou todos os seus internados, que logo se elegeram para cargos dos mais diversos e em todas as camadas da nossa sociedade atual, inclusive do próprio Estado. 


Entre todos os desafios à Igreja, há um que está sendo articulado de modo muito sagaz, e ainda em níveis acadêmicos (se bem que os tremores já podem ser sentidos nas novelas e outras formas culturais brutalizadas). O desafio pode ser resumido em uma pergunta: “O que quer dizer ser um ser humano?”. Ou “o que quer dizer ser uma pessoa?”. Sim, porque os dois conceitos são interligados, embora haja diferenças importantes de significado entre elas. Mas, em benefício do argumento deste texto, vamos tratar as duas palavras, “pessoa” e “ser humano”, como um só conceito e, portanto, intercambiáveis. 


Recentemente foi aprovado no Brasil o aborto de fetos anencéfalos. De certa forma poderia se argumentar que essa legislação é inócua e sem necessidade. Sim, porque uma criança que nasce sem cérebro não viverá. É uma conclusão sine qua non de uma gestação desse tipo. Por lei, uma pessoa com morte cerebral já é considerada morta. Os seus órgãos podem ser doados sem que isso seja considerado uma violação da sua pessoa. Então, um feto anencéfalo seria tecnicamente uma pessoa morta que ainda não nasceu. Se bem que o seu “nascimento” seria para a morte certa. 


Esse conceito infere que vida é aferida porque um corpo humano respira? A ciência diz que não. Então trazer o debate a público me parece ter uma agenda secreta por trás da cortina. Parece um “boi de piranha”. Para quem não conhece o conceito, o boi de piranha é o animal que os boiadeiros mandam para dentro da água do rio acima, para que, enquanto ele for devorado pelas piranhas, o resto da manada possa atravessar sem ser atacada. O paralelo se aplica à questão que estou abordando: os interessados criam uma questão “fácil” de aceitar, mas que introduz uma outra no seu bojo cuja aceitação seria bem mais difícil. 


Repare: não propuseram o aborto de crianças com menos capacidade cerebral, mas de crianças sem cérebro. Com a sua aprovação, o resto se torna uma questão de grau e não de princípio. A questão não é a morte certa, mas o ato do aborto legitimado que querem introduzir. Quando sugerirem o aborto de uma criança com Síndrome de Down, o debate também girará em torno da capacidade do cérebro. Se a ausência de um encéfalo lhe tira a condição de ser humano, será que ter um cérebro “defeituoso” lhe tirará o direito de ser considerada uma pessoa, também? Veja que a pergunta está só esperando para ser feita. 


Permita que eu use um outro exemplo, até estranho, mas verídico, para deixar bem claro o que quero dizer sobre uma questão de grau e não de princípio. Corre a história sobre o Primeiro-Ministro inglês Winston Churchill, que, em seus debates no parlamento inglês, entrou em debate inúmeras vezes com uma parlamentar a quem ele passou a detestar. Um dia Churchill perguntou a ela se aceitaria passar a noite com ele por um milhão de libras esterlinas. Essa senhora disse que por um milhão até pensaria no assunto. Em seguida ele perguntou se aceitaria por cinco libras esterlinas. Ao que ela respondeu: “Você pensa que sou o quê?”. Sua resposta foi: “O que a senhora é já foi estabelecido pela sua primeira resposta. Agora estamos apenas negociando o preço.” Ou seja, ele fez uma proposta “irrecusável” e até “inimaginável”. Mas com a aceitação dela, Churchill estabeleceu algo muito pior. 


A discussão acerca de qualquer tipo de aborto é a verdadeira questão aqui. Não é se a criança nascerá morta ou não. A questão é: há algo que faça de um feto menos do que um ser humano, e consequentemente, ele não deve nascer? E se for outro defeito genético? Essa é a questão. E esse é o boi de piranha. 


Por favor entenda que estou tentando raciocinar dentro dos parâmetros propostos pela lei e pela ciência atual. Mas o assunto é espinhoso, controvertido, passional e perigoso. Quero alertar sobre algo bastante simples, embora creio que seja crítico para a nossa estratégia no Ocidente, como Corpo de Cristo. Bois de piranha estão sendo lançados nas águas públicas e a Igreja está “caindo na carniça” acreditando que está ganhando terreno com a sua cruzada. Estamos sendo chamados para âmbitos e fóruns que não são o lugar onde teremos o maior êxito. Estamos sendo chamados para batalhar com armas que não são nossas. Deixamos de orar, nos humilhar e nos arrepender dos nossos maus caminhos, que é, afinal, a fórmula para Deus sarar a nossa terra. E ao invés de fazer isso, fazemos lobby, usando de política suja e indo para as ruas – tal qual um movimento revolucionário qualquer. 


Mas as armas da nossa milícia não são essas. Enquanto a oração é relegada a agremiações de mulheres, os homens estão empenhados em “realmente fazer algo a respeito”. Ledo engano. Estamos caindo na armadilha que hoje está posta no Ocidente. A Igreja precisa voltar a cair de joelhos e buscar a Deus. Pois, sem um milagre, iremos pelo mesmo caminho de outros países e outras culturas que no passado foram quase que totalmente cristãs, mas que hoje são até consideradas “não alcançadas” pelo Evangelho. 


Por Walter McAlister.