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A GÊNESE DA IGREJA CRISTÃ



Pr.Romildo Gurgel

1 – IGREJA NOME E SIGNIFICADO


A palavra Igreja é proveniente do grego, ecclesia, significando os chamados para fora. Ecclesia trata-se de uma reunião ou assembléia de um grupo de pessoas em um determinado local com uma determinada finalidade. 

Como por exemplo em Atos 7:38 observa-se a congregação dos Israelitas com Moisés no deserto (Nm.14:3-4). Já em Atos 19:32, 40, ecclesia fala de uma assembléia, ajuntamento de pessoas contra o apóstolo Paulo em Éfeso. Das 115 ocorrências da palavra ecclesia no Novo Testamento, 111 referencia-se a igreja cristã. 


No entanto, só existem dois versículos apenas que citam o nome ecclesia nos evangelhos (cf. Mateus 16:18 e 18:17). Para Jesus, ecclesia é a comunidade de pessoas (discípulos) que possuem a revelação de que Jesus Cristo é o filho de Deus que se fez carne, e que esta revelação, fará com que as portas do inferno (qualquer idéia ou conceito fora da revelação da pessoalidade de Jesus Cristo) não prevaleça contra a Igreja ecclesia comunidade de discípulos. Então, qualquer conceito fora da verdade da revelação da ecclesia, é de fora. 


Ecclesia é o chamado para fora dos conceitos e definições dos de fora que não possuem a revelação acerca de Jesus no ajuntamento. Quando saímos para fora entramos para a revelação, a verdadeira ecclesia é chamada para fora e a entrada para dentro da verdade (revelação). A ecclesia se concretiza na encarnação do Verbo e na fé dos homens, que assumem os limites da comunidade dos que acreditam, no tempo, no espaço geográfico e na cultura. 
A Igreja ecclesia também é dom, porque ela parte de Deus e se inicia a partir de Deus, porque não é carne e sangue que trás a revelação, mas Deus. A Igreja não é só dom, mas também é aceitação humilde do homem desta revelação (este é o nosso arbítrio, nossa parte). A verdade deve ser considerada, pensada e assumida interiormente no coração. A fé é o ato que o homem se abre para Deus e acolhe a revelação, e os dois termos revelação e fé, juntos é igual à SALVAÇÃO. A fé é o homem assumindo a realidade constituidora da Igreja. Para uma pessoa salva, o inferno não prevalece.


O apóstolo Paulo emprega a mesma expressão Igreja de diversas formas:


a) No nível familiar como a igreja que se reúne nos lares – (Rm.16:3-5; Cl.4:15; Filemom 1:2; ICo.16:19).


b) No nível da cidade, a igreja que esta em Corinto, a igreja de Esmirna e Filadelfia – (1Co.1:7; 2Co.1:1; Apc.2:8; e 3:7).


c) No nível de uma província, como a igreja que esta na Galácia, em Macedônia, na Ásia – (1Co.14:34; 2Co.8:1; 1Co.16:19).


d) No nível de igrejas distribuídas em várias regiões do império – (Rm.16:23; 16:16; Cl.1:24). O significado mais profundo e menos admirado é a igreja universal, o corpo de Cristo. Nesta definição a igreja é o organismo espiritual composto de todos os regenerados através da fé em Cristo. Cristo é a cabeça da Igreja e a igreja é o seu corpo (Ef.1:22,23; 4:15-16).

Concluindo, a igreja, que é o corpo de Cristo, a comunidade da revelação, se realiza se manifesta concretamente de múltiplas formas, onde seus fiéis se reúnem para expressar sua fé, celebrar a presença do Espírito e comungar com os irmãos. A comunidade receptora da revelação do caminho, enveredou-se nela, e no caminho, ainda estão a caminho de forma imperfeita, porém santa e salva, sujeita a encurvamentos por seus pecados até que o seu Senhor venha buscá-la.

2 – COMUNIDADE DA FÉ E CULTURA

Conforme exposto acima, compreendemos que Deus deu a revelação, o homem reagiu a esta revelação (fé) e se reuniu criando assim uma cultura.
¹(Souza p.56), define cultura como sendo um complexo diverso e ao mesmo tempo unitário que inclui todo comportamento, capacidades e hábitos adquiridos por indivíduos que tomam parte de uma sociedade formalmente definida. 



Considera ainda que a realidade da fé de uma comunidade não pode ser confessada fora de uma mediação cultural, porém ao exteriorizar-se a comunidade corre o risco de demonstrar uma fé empobrecida, porque ela mescla-se com o indivíduo e o resultado é o aparecimento dos dois (testemunho). 


Para se enxergar claramente, é preciso conhecer os dois, tanto a revelação como o portador dela (discernimento).
Comenta ainda (Souza p.57) que no livro de Gênesis Deus incentiva o homem a produzir cultura na forma de permitir que ele institua atos, nomear nomes, exercer tarefas, classificar e dividir o tempo, inventar modos de exercer domínio sobre os outros seres. Dessa forma, uma cultura ou um comportamento instituído como: Santa ceia, batismo, ritos, liturgias, testemunho da fé, circuncisão, etc., podem ser inspirados por Deus, porém o modo e os meios de realização serão sempre uma decisão humana culturalmente influenciada.


A revelação bíblica como um bem a ser comunicado, acondiciona um mandato cultural sob diversos sentidos:


a) Não existe revelação sem mediação cultural – A medida que a revelação deixa de ser sentimento e torna-se linguagem simbólica, ela só assumirá identidade no mundo humano senão por meio dos recursos disponíveis no universo cultural na felicidade de ser compreendida, percebida para poder ser sentida. A crença só será veiculada por intermédio da cultura, intercâmbio dos fluxos. O Verbo, que era Deus, para revelar-se aos homens fez-se carne e manifestou-se culturalmente, trazendo o conhecimento da glória de Deus.


b) O testemunho cristão é comunicação - Não haverá contato com o mundo sem um sistema simbólico inteligível que permita a circulação da informação. Ela tem que assumir uma língua, um gesto, ela assume a ética e a moral.


c) A instituição da igreja socialmente organizada, por mais simples que seja, é inquestionavelmente um processo de aculturação - A Igreja ao instalar-se entre as cidades e nações não faz missão sem interagir com os padrões culturais de suas comunidades, ela ao mesmo tempo assimila, nega, transforma e assume tais padrões. A presença da Igreja no contexto cultural só acontece em processos de adaptação da revelação ao mundo da cultura.

3 – FÉ E INSTITUCIONALIZAÇÃO

Em Jesus temos a definição de fé como o exercício das possibilidades ilimitadas. Já no livro de hebreus define como sendo o firme fundamento das coisas que se esperam e a certeza de fatos que se não vêem. Instituir significa congelar comportamentos e disciplinar as ações dos indivíduos. Se entendermos que a fé é ilimitada, então ela não é objeto de institucionalização. 



A fé não expressa a institucionalização, mas a instituição dita as práticas e as ações coletivas, que nem sempre são coerentes com a fé, ou seja, a institucionalização não esta na ordem da fé. Na instituição as pessoas não precisam necessariamente de uma revelação para criar uma igreja. Igreja socialmente organizada, no contexto de uma cultura religiosa, não tem como garantir a canonicidade da revelação sem impor ao fato revelado uma perda de qualidade (Souza, p.60)¹. 


Concluindo, seja qual for a representação cultural da igreja de Jesus Cristo aqui, ela subtrai enormes quantidade de bens da natureza da revelação de Deus.

4 – IGREJA, ESTRUTURA, MODELOS E APARÊNCIA

Não são poucos os pastores e estudiosos da Bíblia Sagrada que suspeitam que o modelo da igreja local dentro do senso comum existentes atualmente, não combinam com o que a igreja (eclésia) deve ser e fazer. Suspeitam que os costumes, estruturas e formas de igreja local às vezes tem sido uma barreira que vai de contra aos propósitos originais da sua gênese.
(Horrell, p.9), em um de seus textos intitulado “A essência da igreja”, comentou que um grupo de pastores chegou à conclusão que a igreja gira em torno de quatro conceitos centrais: O templo, o sábado cristão (que no nosso caso é o domingo), o culto e o clero.


a) Igreja como templo – É ter terreno, ter prédio, estar sediado no que chamamos casa de Deus, o templo. O que fazemos para Deus se faz lá.


b) Ser igreja é guardar o domingo, o dia em que se centraliza nosso culto e serviço ao Senhor. Quando se faz algo fora desse dia, parece até que se esta dando um brinde a Deus.


c) Ser igreja é ter culto, considerado como reunião principal dos crentes e também apresentar como palco Deus para o incrédulo. A idéia é que no culto é que encontramos Deus.


d) Ser igreja é ter clero, quem nos leva a Deus e traz Deus a nós. O pastor é o homem de Deus, profeta, intercessor pelo povo.


Sem esses quatro fundamentos não há igreja. Na realidade somos mais veterotestamentarios do que neotestamentários em nosso pensamento sobre a igreja. È de se admitir não tenha dúvida que certos elementos da igreja local são absolutamente prescritos no Novo testamento: no mínimo, deve existir uma liderança qualificada, o batismo e a ceia do Senhor. Esses são inegociáveis. Importante também salientar dentro de uma perspectiva prática que a forma da igreja local é necessária para que se concretizem os propósitos de Deus na vida de seus membros (grifo meu). 


Sendo assim ressalto que a igreja deva através de seus ministérios facilitar o aperfeiçoamento de cada membro para eles andarem como Cristo andou nesse mundo.


O propósito, o modelo e a aparência da igreja refletem, para o mundo, o tipo de Deus que adoramos. Deus é um ditador espiritual sobre suas ovelhas? È sorridente, buscando continuamente ser aceito pelo povo? Ele é austero, sempre negativo? Ele é animador de festas, com gritos, danças, sapateados e gritos de aleluias? Ele é desorganizado? È superorganizado? Só gosta do antigo? Só gosta do novo? È intolerante? Deus só quer nosso dinheiro? Ama só quem tem terno, gravata ou usa roupas da moda? Ama o favelado e o pobre? Por meios das formas e do funcionamento da igreja, a nossa aparência leva infinidades de informações sobre a natureza de Deus que a comunidade desfruta e diz servir. 


Infelizmente são justamente essas coisas que ofuscam as Boas Novas de Jesus Cristo no que tange ser a igreja de Jesus. As pessoas não conseguem enxergar a igreja criada por Jesus, ela foi substituída por outra, ao invés da revelação de Cristo, da verdadeira espiritualidade, do fruto amor, caráter, da ética, da moral, a ênfase dos propósitos da igreja voltam-se mais para a sua forma, seu dogma, sua tradição, sua aparência estética e seu modelo institucional. Relativizaram o absoluto e absolutizaram aquilo que é relativo.


Todos concordam que há certas distinções entre a maneira de que Deus operava através de Israel e através da igreja depois do pentecostes.
Adoração centralizadora - Com o estabelecimento da monarquia de Israel, a adoração e o serviço a Deus ficaram orientados em torno de Jerusalém. As nações foram convidadas a reconhecer Israel como o mediador de Deus na terra. Para cultuar o verdadeiro Deus, os gentios deveriam chegar a Israel, e não apenas a Israel, mas a Jerusalém. 



A partir disso, o culto foi orientado à cidade de Sião, ao templo e ao Santo dos Santos. Havia uma hierarquia de levitas, sacerdotes e sumo-sacerdotes que se tornaram os mediadores entre Deus e o homem. Eles eram os especialistas e profissionais tanto dos sacrifícios, cerimônias como também da lei mosaica. Havia dias especiais, festas religiosas e o sábado, que marcavam, diante dos povos, a aliança entre Isael e Deus. Para o israelita, pelo menos em princípio, o exterior era a concretização do interior. 


As realidades físicas era os meios de expressar vividamente sua fé e adoração ao Senhor Deus. Tudo isso, essa forma de adoração foi detalhadamente prescrita pelo próprio Deus na Lei, era o que Deus exigia. Portanto, essa era a maneira de cultuar e servir a Deus de uma forma centralizadora, ela centralizava-se racionalmente nos judeus, na geografia, na cidade de Jerusalém, no templo, no sábado e em certas festas religiosas, nas hierarquias religiosas mediadoras, pois sem sacerdotes era ilícito oferecer sacrifícios.


Adoração descentralizadora – Quando comparamos a Igreja do Novo Testamento, observa-se claramente a inversão desta forma antiga do reino de Deus.


a) Igreja povo de Deus – Ao invés de centralizar-se nos judeus, a Igreja se tornou aberta para todos os povos. De Judeus e gentios, Deus fez um povo só, não existe mais parede de separação, agora existe uma nova raça eleita, uma nova nação santa, uma comunidade espiritual (1Pe. 2:9). Temos filiação direta com Deus.


b) Igreja lugar - Ao invés de centralizar-se geograficamente em Israel, Jerusalém e templo, os cristãos foram mandados de Jerusalém para Judá e Samaria, até os confins da terra. Com isso, aprendemos que os cultos de hoje não devem unicamente se restringir ao prédio da igreja. Esquecemos que, na igreja primitiva as reuniões eram nas casas residenciais e quando acontecia no templo ou sinagoga, havia conflitos de interpretação e confusão. A geografia não é tão importante, pois onde há um cristão, ou dois ou três, o templo de Deus está ali (1Pe.2:5).


c) Dia – Ao invés de centralizar-se temporariamente no sábado e nas festas judaicas, a fé cristã se tornou algo a ser praticado no dia-a-dia, liberando o cristão para escolher quando adorar (Rm.14:5-6)


d) O clero – Ao invés de centralizar-se numa hierarquia sacerdotal, cada cristão é declarado sacerdote, com acesso direto ao Deus Pai através de Jesus Cristo (1Pe.2:5). O novo testamento destaca a necessidade de uma liderança através de bispos, presbíteros, pastores e anciãos (todos esses termos são sinônimos, confira (At.20:17,28; 1Pe.5:1-4), e também de diáconos (1Tm.3:8-11). 
Portanto o lider neotestamentário não afunila todos os esforços e recursos do rebanho para a igreja local (ou para os planos dele), no entanto é o que mais se vê por aí. O líder não assume uma posição de rei ou sacerdote, nem executivo ou chefão, ao contrário, a liderança foi concedida ao Corpo de Cristo para aperfeiçoar cada membro da igreja como sacerdote neste mundo (cf.Ef.4:11-16). Ela equipa e liberta os membros para servirem o Senhor nas diversas atividades da vida. Finalmente, ao contrário do Antigo testamento, a Igreja cristã é um organismo centralizado somente em Jesus Cristo e caracterizado cada vez mais no Novo Testamento. 
Então, o povo, o templo, o dia e de uma certa forma o clero são periféricos aos propósitos centrais da igreja.


Diante desta exposição, fica o desafio: Será que é assim que funciona a igreja evangélica de hoje? As suas formas estão equipando os santos para viverem Cristo no mundo? Será que estão sendo verdadeiros irmãos e irmãs espirituais de outros irmãos? Será que como pastores estamos mais preocupados em construir e aumentar nossos templos? Será que canalizar a energia dos membros para os cultos e programas da igreja local aos domingos é o ministério principal da igreja? Será que estamos crescendo pelo fato de assegurar a fidelidade dos membro na denominação? Isso deve ser respondido com embasamento bíblico, coragem e oração.

BIBLIOGRAFIA

¹ - HORRELL, J.Scott. Ultrapassando Barreiras: Novas opções para a Igreja Brasileira na virada do século XXI. 1ª Ed. São Paulo: Editora Vida Nova, 1994.

BOOF, Leonardo. Eclesiogênese: A reivenção da Igreja. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2008.

Missão integral, Segundo Congresso Brasileiro de Evangelização, Editora Ultimato, Edição 2004.

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POR QUE EU NÃO ASSISTI O FESTIVAL PROMESSAS DA GLOBO




Por Renato Vargens


“Aleluia! Chegamos lá! Que Bênção, o Brasil todo está vendo a música gospel na tela da Globo. Aha, Uhu, a Globo é nossa!


Pois é, essas são algumas frases que recebi de irmãos em Cristo sobre o Festival Promessas, promovido pela Rede Globo de Televisão. Ao contrário destes e de milhares de evangélicos deste país, eu não vejo esse evento com bons olhos. Na verdade, a impressão que tenho sobre este festival é a pior possível.


Ora, vamos combinar uma coisa? É ingenuidade da nossa parte achar que a Vênus Platinada, resolveu alegremente privilegiar a música evangélica brasileira, não é verdade? É claro que os interesses globais estão bem além dos ritmos e melodias entoadas pelos cantores evangélicos tupiniquins.


Isto posto enumero dentre muitas, pelo menos 04 razões pelas quais eu não assisti o Festival promessas:


1- A motivação da Rede Globo de televisão é exclusivamente financeira. É sabido que os evangélicos são os que menos pirateiam CDS e DVDS. Um publico deste tipo é interessantíssimo, o que contribui para o desejo platinado de adentrar em um mercado tão promissor.


2- A briga com a Record. A Globo nitidamente resolveu polarizar com a Rede Record tentando trazer para o seu lado milhões de evangélicos decepcionados com a TV de Edir Macedo. Na verdade, o objetivo final da emissora carioca é audiência, dinheiro e novos negócios além é claro de esvaziar a audiência da concorrente.


3- O famigerado show business evangélico. Os shows evangélicos afrontam o nome de Deus. Em nome de um cristianismo tosco, cantores comercializam a fé fazendo da adoração ao Senhor um grande e bom negócio.


4- A industria do entretenimento gospel. Em nenhum momento nós vemos nas Escrituras qualquer tipo de mandamento ou instrução por parte do Senhor de que a Igreja deveria promover entretenimento. A igreja foi chamada para glorificar a Cristo e pregar o Evangelho da Salvação Eterna. Ao fazer de Deus seu instrumento de lazer e descontração, a igreja peca contra o terceiro mandamento tomando o nome do Senhor em vão.


Pense nisso!


Renato Vargens

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PRIMEIRO DEUS




Pr. Jorge Linhares
  
Não há duvida de que Deus deve estar em primeiro lugar. Logo, o nosso compromisso com Ele deve ser levado muito a sério.
   
O versículo que ilustra bem a conversão de uma pessoa é este: “Se, com a tua boca confessares a Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” Rm 10.9
   
É como um contrato firmado entre duas partes. De um lado, o homem perdido; o que lhe cabe é confessar publicamente que Jesus é seu Senhor e acreditar na ressurreição de Cristo. Do outro lado, Deus, que se compromete a dar-lhe a salvação.
   
Se eu sou convertido, eu também sou um comprometido, eu fiz uma aliança com o Senhor e ele comigo.
A partir do nosso encontro com o Salvador, tudo em nossa vida muda. Daí em diante, as coisas de Deus devem vir em primeiro lugar. Passamos a ser:
“...Raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus.” (I Pe 2.9)

E para que?
   
Para proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

Temos para com Deus um compromisso de vida. Esse contrato foi assinado com sangue. Ao morrer na cruz, Jesus confirmou a nova e definitiva aliança.
   
A nós cabe obedecê-lo em tudo, viver em santidade, enfim, fazer a sua vontade.
   
Lembro-me bem de quando entrei para a faculdade. Eu não deixei claro desde o inicio que eu era cristão.
Como não expus logo minha fé, passei por muitos constrangimentos. Meus colegas contavam piadas imorais para mim. Logo já estava participando de rodinhas.
   
Um dia, porém, depois de sofrer todo o primeiro mês de aula, reconheci qual era o meu problema. Eu me sentia envergonhado de ser crente. Então eu resolvi tomar uma posição e levei o Senhor a sério. Assumi um compromisso com Jesus.
No dia seguinte, cheguei mais cedo à faculdade e coloquei em cada carteira um Evangelho de João e um folheto “Onde você passará a eternidade?”.    

Quando os meus colegas chegaram, quiseram saber qual o louco que fizera aquilo. Perguntaram:
   - Quem espalhou esses folhetos?
   - Eu, Jorge, amigo de vocês. Eu quero me desculpar por não ter revelado antes que sou cristão.
   
Eu me envergonhei de Jesus, mas agora eu declaro publicamente: eu sou de Cristo!
   
Daquela posição vacilante que eu ocupara desde o inicio das aulas, passei a líder. Eu assumi todas as lideranças possíveis dentro da faculdade. 
Isso só aconteceu porque eu glorifiquei a Deus. Eu o coloquei em primeiro lugar.
   
Cada homem, mulher, jovem ou criança deve colocar seu compromisso com o Senhor em primeiro lugar.
   
Certamente isso será um testemunho de vida para todos os que estão à sua volta. Entretanto deve vir do coração, deve haver sinceridade, pois Deus conhece o íntimo de cada um.Um comprometimento sincero com o Senhor produz um relacionamento muito estreito de amizade com Ele. 
   
O compromisso que assumimos com Deus deve nortear nossa vida. Ele deve estar acima de tudo.

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Evitando a tragédia no lar.

Tema: Evitando a tragédia no lar. I Sm.25:2-3.
 

• A importância da mulher como instrumento preventivo, pacificador, prudente que evita o mal dentro de sua casa.
 

A Palavra nos diz: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” Is.55:6.
 

• Buscar quer dizer ir ao encontro. Enquanto se pode achar, quer dizer: antes que o trágico aconteça.
 

• Você pode plantar bênçãos na vida de seus filhos. Sementes para a vida eterna.
 

• Você mulher, ou você pai, não pode ficar de braços cruzados, passivos, vendo seus filhos sendo tragados por satanás e ficar somente esperando em Deus.
 

• Há pessoas que são especialistas em construir muros: vivem erguendo barreiras entre aqueles com os quais convivem, com os quais trabalham, com os quais estudam, com os quais congregam. Não é sem razão que, de um modo geral, tantas crises façam parte das relações humanas.
 

• Mas, hoje, vamos ler sobre uma mulher que era especialista em construir pontes. 

O seu nome? Abigail. Além de linda, ela era sábia, muito sábia.
 

I – O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE ABIGAIL
 
Abigail – significado, Prazer e alegria do Pai.
a) Coragem: Bravura diante do perigo.
b) Determinação: Pessoa decidida
c) Persistência: Perseverança
 

1) Uma notícia terrível: V.14 - 17 Nabal ignorou o favor de Davi e de seu grupo.
2) Uma decisão prudente: V. 18 - 20 Abigail, depois de ser avisada do perigo a que seu marido havia exposto toda a família, apressou-se para reverter a situação.
 

• Além de bela, Abigail era muito sábia. O seu gesto de enviar a sua frente algo para Davi e sua gente comerem e beberem serviria para apaziguar aqueles homens dominados pela cólera e pela amargura.
 

3) Abigail pediu perdão a Davi. V.23 - 28
4) Uma mudança imediata: V.32 - 35 Davi, então, voltou atrás no seu voto.
5) A justiça divina: V.36- 38 Essa volta de Abigail para o marido é incrível. Ela não estava voltando para um marido generoso, carinhoso, tranquilo, mas para um marido mesquinho, grosseiro e irascível.


II – LIÇÕES DA VIDA DE ABIGAIL
 

1. Procuremos resolver os conflitos interpessoais com urgência.
 

O senso de urgência de Abigail fica evidente na narrativa (I Sm 25:18,23,34)
Assim que soube, pelo seu servo, das resoluções do coração de Davi, Abigail apressou-se para apaziguá-lo e pacificá-lo.
 

2. Procuremos resolver os conflitos interpessoais com prudência.
 

Abigail não tinha somente senso de urgência, mas tinha também senso de prudência. A sua prudência pode ser vista, principalmente, no seu jeito de falar. Seis vezes chamou a si mesma de “tua serva” (I Sm 25:25,27,28,31,41), e oito vezes chamou a Davi de “meu senhor” (I Sm 25:25-27,31,41). A sua fala era humilde e tranquila. 

3. Procuremos resolver os conflitos interpessoais com paciência.
 

CONCLUSÃO
 

V.31 Então, meu senhor, não te será por tropeço, nem por pesar no coração, o sangue que sem causa derramaste, nem tampouco por ter se vingado o meu senhor a si mesmo; e quando o SENHOR fizer bem a meu senhor, lembra-te então da tua serva.

Deus quer que eu você sejamos um pacificador(a), ou seja, alguém que atua restaurando e fortalecendo relacionamentos. Antes, porém, de agir numa situação conflituosa, ore a Deus, pedindo a sabedoria do alto, que é pacífica.

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ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR

ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR - I Sm.5:1-2; 7:12.
 

DEVEMOS GARANTIR QUE AS VITÓRIAS QUE DEUS NOS DÁ JAMAIS SERÃO ESQUECIDAS.
 

• Batalhas travadas no passado precisam ser vencidas hoje.
O Cap. 7 de I Samuel vai muito além de uma vitoria sobre os filisteus, é um capitulo de restauração espiritual.
V.2 – durante 20 anos. Foram 20anos de fracassos e derrotas.
 

• Igreja! Deus não nos fará prosperar no erro.
EBENÉZER é um memorial de exaltação diante dos nossos inimigos.
Sl.20:7 Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus.
Sl.37:24 Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o SENHOR o sustém com a sua mão.
Prov.24:16 Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal.
Mq.7:8 O inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o SENHOR será a minha luz.
 

V.3, 4 – Os maiores ídolos de um homem não são os que se adoram em um templo. Mas, os que habitam em seu coração.
 

V.5 – Não se esqueça de quem você é, e de quem você serve.
I Sm.3:19 E crescia Samuel, e o SENHOR era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra.
 

V.7-9 – a igreja de Cristo não sairá deste mundo em humilhação e derrota.
Êx.14:14 O SENHOR pelejará por vós, e vós vos calareis.
 

V.10,11 – o que Deus fará por você será algo extraordinário.
 

• O seu milagre nesta noite e algo personalizado, tem seu nome nele.
 

V.12 - Em lugar de vergonha haverá dupla honra.

I - AQUELA PEDRA ERA UM MARCO DE VITÓRIA.
 

Ilustração: "Marcos de vitória" são como um título de campeão de um torneio esportivo que, uma vez conquistado, nunca mais pode ser tomado.

II - AQUELA PEDRA ERA UM ALTAR DE GRATIDÃO.

III - AQUELA PEDRA ERA UM TRAMPOLIM DE FÉ.
 

• As nossas experiências com Deus no passado são "trampolins de fé" donde podemos nos lançar nos braços de Deus, confiando nele de todo o nosso coração, como crianças que se jogam nos braços do pai.
 

IV- JESUS A NOSSA ROCHA FIRME.
 

Isaías 28:16 “Portanto assim diz o Senhor Deus: Eis que ponho em Sião como ALICERCE uma pedra, uma pedra PROVADA, pedra PRECIOSA de ESQUINA, do FIRME FUNDAMENTO; aquele que crer jamais SERÁ ABALADO”.
 

Este texto aponta para o Senhor Jesus como pedra, rocha firme.
 

“... assentei em Sião uma pedra ...” Jesus está estabelecido como base na vida da igreja. Senhor dos senhores, Rei dos reis, cabeça da Igreja.
 

“... pedra já provada..” Jesus se fez homem, habitou entre nós , sofreu tudo aquilo que um homem podia sofrer. Foi perseguido e morto e moído por nós. Mas cumpriu todo o projeto do Pai, vencendo a morte — Ele é vencedor.
 

“...pedra preciosa...” Tudo o que a igreja tem, seu grande tesouro precioso é Jesus. Só Ele pode salvar.
 

“... pedra de esquina..”(ou pedra angular) – É a pedra colocada no ângulo de dois muros , fazendo a amarração, não deixando brechas. Jesus veio para nos unir ao Pai.
 

• Uma união firme e segura, removendo toda brecha gerada pelo pecado.
 

“... que está bem firme e fundada...” Ele é o fundamento da Igreja, no 
qual podemos construir, nossa vida espiritual.
 

“...aquele que crer, jamais será abalado” Aquele que tem Jesus na sua vida, como Pedra Preciosa de Esquina. Pedra provada e firme, não tem o que temer. A igreja fiel não se apressa, pois sabe em quem tem crido e espera no Senhor.

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A IGREJA DE CRISTO: UMA VOZ PROFÉTICA CONTRA A CORRUPÇÃO

“Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra, e os avisarás da minha parte.’’ Ez 3.17


Por: Mauricio Price


O mundo está em plena decadência moral, e no Brasil não é diferente. Apesar de sermos conhecidos mundialmente como um país de maioria “cristã”, o Brasil tem sido palco ultimamente de grandes conquistas, mas também de intensas crises, principalmente na esfera moral tanto do seu povo, quanto na vida de seus líderes e governantes. Os desvios morais e éticos são cada vez mais freqüentes principalmente na vida daqueles que deveriam ser exemplo para o povo do nosso imenso e amado Brasil. Inserido nesse cenário, nós cidadãos, religiosos e não religiosos, estamos acompanhando um momento crítico em nosso país: a institucionalização da corrupção no Brasil. Diariamente, acompanhamos diversas notícias na mídia que evidenciam que essa “praga” tem contaminado todas as esferas do Poder Público. A população anda descrente. A impunidade tem desanimado os mais esperançosos por um Brasil de todos e para todos. Pergunto-lhe: qual será o futuro moral da nossa nação? Pense nisso.


O ex-reitor da Universidade de Brasília, Cristovam Buarque, nos lembra que o patrimônio maior de um povo é o seu capital moral. Ele afirma que: “Durante décadas, o Brasil concentrou seu projeto de desenvolvimento nos resultados que obteria de investimentos de capital econômico. Procurou financiamento externo, mobilizou capital estatal, investiu em indústrias, proibiu importações, montou uma sofisticada infra-estrutura econômica, mas o País continuou subdesenvolvido. O Brasil esqueceu que seu futuro depende também de capital moral. Foi o prêmio Nobel de economia ,Amartya Sem, quem chamou a atenção para a necessidade de capital moral na promoção da riqueza de um país. Segundo ele, a honestidade do povo, especialmente dos líderes políticos, empresariais e profissionais, a auto-estima elevada e a motivação coletiva para os projetos nacionais têm um papel tão importante quanto os investimentos diretamente financeiros. Em nossa estratégia de desenvolvimento, esquecemos o capital moral. A crise moral brasileira é tão grande, que ao despertarmos para a corrupção jogamos a culpa apenas nos outros, especialmente os políticos, como se não tivéssemos, cada um de nós, uma parte na degradação do capital moral de todo o País. Sem uma forte e decente infra-estrutura moral de nada adianta todo o esforço de fazer a democracia funcionar e a economia crescer.”


Uma pesquisa feita por um economista da Fundação Getúlio Vargas, Marcos Fernandes da Silva, reunindo dados de investigações da Controladoria Geral da União, da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União, revelou que pelo menos o valor equivalente à economia da Bolívia foi desviada dos cofres do governo federal em sete anos, de 2002 à 2008. Cerca de R$ 40 bilhões foram perdidos com a corrupção, sendo este valor subestimado pois não foi considerado os desvios em Estados e municípios, que possuem orçamentos próprios. São R$ 6 bilhões por ano que deixam de serem aplicados na provisão de serviços públicos essenciais como saúde, saneamento e educação. Com esse volume de recursos seria possível aumentar em 23% o número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família – hoje quase 13 milhões. Ou ainda reduzir à metade de casas sem saneamento – no total, cerca de 25 milhões de moradias. Creia, meu amigo(a), que a corrupção mata nesse país! Essa “praga” tem causado estragos inestimáveis em nossa população já tão sofrida. Pense nisso.


Estamos às vésperas de um colapso moral em nosso país e talvez de intensas e até violentas mobilizações sociais contra o Estado corrompido que assola o país, ou pelo menos parte dele. E não adianta só orar; é preciso agir. Precisamos enquanto Igreja de Cristo nessa nação exercer a autoridade que nos foi confiada pelo Senhor Jesus, sendo uma voz profética denunciando todo mau e todo tipo de pecado que afronta ao próprio Deus e ameaça à vida e à dignidade humana. É hora de toda a Igreja de Cristo orar, agir e reagir contra essa “praga” da corrupção que contamina o país, pois é “....a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade”(1Tm3.15) é uma voz profética contra toda manifestação do pecado, inclusive contra a corrupção e seus agentes malignos. Desperta Igreja! Reage Brasil! Pois, assim diz o Senhor:‘’ Sai dela, povo meu, para que não sejas participantes dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas, porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela.’’(Ap 18.4-5). Ele espera por você!
“Em Deus faremos proezas...”


Pr Mauricio Price é missionário e médico.


Leia Mais Genizah em: http://www.genizahvirtual.com

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A Parábola do Semeador Lc. 8:5-15




Tema: Diferentes Tipos de Solos. 




Verdades espirituais encontradas no texto.


                                                O Semeador

O trabalho do semeador é colocar a semente no solo. Ficamos, então, a imaginar como seria um semeador. Seria um santo, um profeta, alguém especialmente escolhido? Não. Um semeador é alguém que arregaça as mangas, toma as sementes e sai para o plantio. Feita a sua parte, o semeador confia no solo fértil que favorecerá a germinação, a floração e a frutificação. Ele sabe que muitas sementes poderão se perder, mesmo assim ele semeia. "Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma cousa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento" (1 Coríntios 3:6-7).

                                              A Semente


A semente é a Palavra de Deus. Cada conversão é o resultado do assentamento do evangelho dentro de um coração puro. A palavra gera (Tg.1:18), salva (Tg.1:21), regenera (1 Pe.1:23), liberta (Jo. 8:32), produz fé (Rom.10:17), santifica (Jo.17:17) e nos atrai a Deus (Jo.6:44-45).


                                             Os Solos

Representam os corações. É perturbador notar que uma mesma semente foi plantada em cada tipo de solo, mas os resultados foram muito diferentes. A mesma palavra de Deus pode ser plantada em nossos dias; mas os resultados serão determinados pelo coração daquele que ouve.


I - VERDADES ESPIRITUAIS SÃO SEGREDOS CONFIADOS AOS CRENTES.


V.10 - E ele (Jesus) disse: A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam.
Amós 3:7 Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.


II - A SEMENTE É A PALAVRA DE DEUS V.11


1 Pedro 1:23 Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.


III – SEM A PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO NÃO HÁ SALVAÇÃO.
V.12 E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo;

Romanos 1:16 Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.
Romanos 10:14 e como ouvirão, se não há quem pregue?
Romanos 10:17 De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.


IV – O EVANGELHO DE CRISTO NÃO PODE SER ALGO SUPERFICIAL.


V.13 E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas crêem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam;


Ezequiel 47:5 e era um rio, que eu não podia atravessar, porque as águas eram profundas, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar.
João 4:23-24 Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.


V- A ANSIEDADE DA VIDA REVELA A NOSSA ESTERILIDADE ESPIRITUAL.


V.14 E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição (árvore que produz fruto com alguma deficiência ).
1 Pedro 5:6-9 Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.
Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.

VI – É A PALAVRA DE DEUS EM NOSSOS CORAÇÕES QUE NOS DÁ ESPERANÇA.


V.15 E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança.
Igreja! O problema de nossa geração é que estão tirando a Palavra de Deus de nossas igrejas.


Se a bíblia só chegou até nossos dias. Não foi por um acidente ou mera coincidência. 
E sim, providência. 
Esta não contém a Palavra de Deus! Ele é a Palavra de Deus. 


Seu tema central é Jesus Cristo, Sua vida e obra mudaram não apenas o calendário do mundo, mas influenciaram toda a humanidade.


O nome de Jesus é poderoso, é majestoso, sublime e soberano.


Há mais de cinco séculos em primeiro lugar na lista dos livros mais impressos, traduzidos, vendidos, lidos e comentados do mundo; e desde então seu texto já foi impresso em mais de 300 idiomas.


A Bíblia Sagrada contém a mente de Deus, a condição do homem, o caminho da salvação, a condenação dos pecadores e a felicidade dos crentes.


As suas doutrinas são sagradas, os seus preceitos são justos, as suas histórias verdadeiras e as suas decisões imutáveis. Leia-a para ser sábio, creia nela para estar seguro e pratique-a para ser santo.


Ela contém luz para dirigí-lo, alimento para sustê-lo e consolo para animá-lo. É o mapa do viajante, o cajado do peregrino, a bússola do piloto, a espada do soldado, e o mapa do cristão. Por ela o paraíso é restaurado, os céus abertos e as portas do inferno descobertas.


Cristo é o seu grande tema. Ele ocupa o lugar central das Escrituras, isto além da sua manifestação como está registrada em todo o Novo Testamento.


Em Gn, Jesus é o DESCENDENTE DA MULHER.
Em Êx, é o CORDEIRO PASCAL.
Em Lv, é o SACRIFÍCIO EXPIATÓRIO.
Em Nm, é a ROCHA FERIDA.
Em Dt, é O PROFETA.
Em Josué, é O CAPITÃO DOS EXÉRCITOS DO SENHOR.
Em Jz, é O LIBERTADOR.
Em Rute, é O PARENTE DIVINO.
Em Reis e Crônicas, é O REI PROMETIDO.
Em Ester, é O ADVOGADO.
Em Jó, é O NOSSO REDENTOR.
Nos Salmos, é O NOSSO SOCORRO E ALEGRIA.
Nos Profetas, é O MESSIAS PROMETIDO.
Nos Evangelhos, é O SALVADOR DO MUNDO.
Nos Atos, é o CRISTO RESSURGIDO e TODO PODEROSO
Nas Epístolas, é A CABEÇA DA IGREJA.
No Apocalipse, é O ALFA E O ÔMEGA.


A conclusão desta parábola é deixada para cada um escrever. Que espécie de solo você é.

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Os Desigrejados


















Postado por Augustus Nicodemus Lopes



Para mim resta pouca dúvida de que a igreja institucional e organizada está hoje no centro de acirradas discussões em praticamente todos os quartéis da cristandade, e mesmo fora dela. O surgimento de milhares de denominações evangélicas, o poderio apostólico de igrejas neopentecostais, a institucionalização e secularização das denominações históricas, a profissionalização do ministério pastoral, a busca de diplomas teológicos reconhecidos pelo estado, a variedade infindável de métodos de crescimento de igrejas, de sucesso pastoral, os escândalos ocorridos nas igrejas, a falta de crescimento das igrejas tradicionais, o fracasso das igrejas emergentes – tudo isto tem levado muitos a se desencantarem com a igreja institucional e organizada.

Alguns simplesmente abandonaram a igreja e a fé. Mas, outros, querem abandonar apenas a igreja e manter a fé. Querem ser cristãos, mas sem a igreja. Muitos destes estão apenas decepcionados com a igreja institucional e tentam continuar a ser cristãos sem pertencer ou frequentar nenhuma. Todavia, existem aqueles que, além de não mais frequentarem a igreja, tomaram esta bandeira e passaram a defender abertamente o fracasso total da igreja organizada, a necessidade de um cristianismo sem igreja e a necessidade de sairmos da igreja para podermos encontrar Deus. Estas idéias vêm sendo veiculadas através de livros, palestras e da mídia. Viraram um movimento que cresce a cada dia. São os desigrejados.

Muitos livros recentes têm defendido a desigrejação do cristianismo (*). Em linhas gerais, os desigrejados defendem os seguintes pontos.

1) Cristo não deixou qualquer forma de igreja organizada e institucional.

2) Já nos primeiros séculos os cristãos se afastaram dos ensinos de Jesus, organizando-se como uma instituição, a Igreja, criando estruturas, inventando ofícios para substituir os carismas, elaborando hierarquias para proteger e defender a própria instituição, e de tal maneira se organizaram que acabaram deixando Deus de fora. Com a influência da filosofia grega na teologia e a oficialização do cristianismo por Constantino, a igreja corrompeu-se completamente.

3) Apesar da Reforma ter se levantado contra esta corrupção, os protestantes e evangélicos acabaram caindo nos mesmíssimos erros, ao criarem denominações organizadas, sistemas interligados de hierarquia e processos de manutenção do sistema, como a disciplina e a exclusão dos dissidentes, e ao elaborarem confissões de fé, catecismos e declarações de fé, que engessaram a mensagem de Jesus e impediram o livre pensamento teológico.

4) A igreja verdadeira não tem templos, cultos regulares aos domingos, tesouraria, hierarquia, ofícios, ofertas, dízimos, clero oficial, confissões de fé, rol de membros, propriedades, escolas, seminários.

5) De acordo com Jesus, onde estiverem dois ou três que crêem nele, ali está a igreja, pois Cristo está com eles, conforme prometeu em Mateus 18. Assim, se dois ou três amigos cristãos se encontrarem no Frans Café numa sexta a noite para falar sobre as lições espirituais do filme O Livro de Eli, por exemplo, ali é a igreja, não sendo necessário absolutamente mais nada do tipo ir à igreja no domingo ou pertencer a uma igreja organizada.

6) A igreja, como organização humana, tem falhado e caído em muitos erros, pecados e escândalos, e prestado um desserviço ao Evangelho. Precisamos sair dela para podermos encontrar a Deus.

Eu concordo com vários dos pontos defendidos pelos desigrejados. Infelizmente, eles estão certos quanto ao fato de que muitos evangélicos confundem a igreja organizada com a igreja de Cristo e têm lutado com unhas e dentes para defender sua denominação e sua igreja, mesmo quando estas não representam genuinamente os valores da Igreja de Cristo. Concordo também que a igreja de Cristo não precisa de templos construídos e nem de todo o aparato necessário para sua manutenção. Ela, na verdade, subsistiu de forma vigorosa nos quatro primeiros séculos se reunindo em casas, cavernas, vales, campos, e até cemitérios. Os templos cristãos só foram erigidos após a oficialização do Cristianismo por Constantino, no séc. IV.

Os desigrejados estão certos ao criticar os sistemas de defesa criados para perpetuar as estruturas e a hierarquia das igrejas organizadas, esquecendo-se das pessoas e dando prioridade à organização. Concordo com eles que não podemos identificar a igreja com cultos organizados, programações sem fim durante a semana, cargos e funções como superintendente de Escola Dominical, organizações internas como uniões de moços, adolescentes, senhoras e homens, e métodos como células, encontros de casais e de jovens, e por ai vai. E também estou de acordo com a constatação de que a igreja institucional tem cometido muitos erros no decorrer de sua longa história.

Dito isto, pergunto se ainda assim está correto abandonarmos a igreja institucional e seguirmos um cristianismo em vôo solo. Pergunto ainda se os desigrejados não estão jogando fora o bebê junto com a água suja da banheira. Ao final, parece que a revolta deles não é somente contra a institucionalização da igreja, mas contra qualquer coisa que imponha limites ou restrições à sua maneira de pensar e de agir. Fico com a impressão que eles querem se livrar da igreja para poderem ser cristãos do jeito que entendem, acreditarem no que quiserem – sendo livres pensadores sem conclusões ou convicções definidas – fazerem o que quiserem, para poderem experimentar de tudo na vida sem receio de penalizações e correções. Esse tipo de atitude anti-instituição, antidisciplina, anti-regras, anti-autoridade, antilimites de todo tipo se encaixa perfeitamente na mentalidade secular e revolucionária de nosso tempo, que entra nas igrejas travestida de cristianismo.

É verdade que Jesus não deixou uma igreja institucionalizada aqui neste mundo. Todavia, ele disse algumas coisas sobre a igreja que levaram seus discípulos a se organizarem em comunidades ainda no período apostólico e muito antes de Constantino.

1) Jesus disse aos discípulos que sua igreja seria edificada sobre a declaração de Pedro, que ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.15-19). A igreja foi fundada sobre esta pedra, que é a verdade sobre a pessoa de Jesus (cf. 1Pd 2.4-8). O que se desviar desta verdade – a divindade e exclusividade da pessoa de Cristo – não é igreja cristã. Não admira que os apóstolos estivessem prontos a rejeitar os livre-pensadores de sua época, que queriam dar uma outra interpretação à pessoa e obra de Cristo diferente daquela que eles receberam do próprio Cristo. As igrejas foram instruídas pelos apóstolos a rejeitar os livre-pensadores como os gnósticos e judaizantes, e libertinos desobedientes, como os seguidores de Balaão e os nicolaítas (cf. 2Jo 10; Rm 16.17; 1Co 5.11; 2Ts 3.6; 3.14; Tt 3.10; Jd 4; Ap 2.14; 2.6,15). Fica praticamente impossível nos mantermos sobre a rocha, Cristo, e sobre a tradição dos apóstolos registrada nas Escrituras, sem sermos igreja, onde somos ensinados, corrigidos, admoestados, advertidos, confirmados, e onde os que se desviam da verdade apostólica são rejeitados.

2) A declaração de Jesus acima, que a sua igreja se ergue sobre a confissão acerca de sua Pessoa, nos mostra a ligação estreita, orgânica e indissolúvel entre ele e sua igreja. Em outro lugar, ele ilustrou esta relação com a figura da videira e seus galhos (João 15). Esta união foi muito bem compreendida pelos seus discípulos, que a compararam à relação entre a cabeça e o corpo (Ef 1.22-23), a relação marido e mulher (Ef 5.22-33) e entre o edifício e a pedra sobre o qual ele se assenta (1Pd 2.4-8). Os desigrejados querem Cristo, mas não querem sua igreja. Querem o noivo, mas rejeitam sua noiva. Mas, aquilo que Deus ajuntou, não o separe o homem. Não podemos ter um sem o outro.

3) Jesus instituiu também o que chamamos de processo disciplinar, quando ensinou aos seus discípulos de que maneira deveriam proceder no caso de um irmão que caiu em pecado (Mt 18.15-20). Após repetidas advertências em particular, o irmão faltoso, porém endurecido, deveria ser excluído da “igreja” – pois é, Jesus usou o termo – e não deveria mais ser tratado como parte dela (Mt 18.17). Os apóstolos entenderam isto muito bem, pois encontramos em suas cartas dezenas de advertências às igrejas que eles organizaram para que se afastassem e excluíssem os que não quisessem se arrepender dos seus pecados e que não andassem de acordo com a verdade apostólica. Um bom exemplo disto é a exclusão do “irmão” imoral da igreja de Corinto (1Co 5). Não entendo como isto pode ser feito numa fraternidade informal e livre que se reúne para bebericar café nas sextas à noite e discutir assuntos culturais, onde não existe a consciência de pertencemos a um corpo que se guia conforme as regras estabelecidas por Cristo.

4) Jesus determinou que seus seguidores fizessem discípulos em todo o mundo, e que os batizassem e ensinassem a eles tudo o que ele havia mandado (Mt 28.19-20). Os discípulos entenderam isto muito bem. Eles organizaram os convertidos em igrejas, os quais eram batizados e instruídos no ensino apostólico. Eles estabeleceram líderes espirituais sobre estas igrejas, que eram responsáveis por instruir os convertidos, advertir os faltosos e cuidar dos necessitados (At 6.1-6; At 14.23). Definiram claramente o perfil destes líderes e suas funções, que iam desde o governo espiritual das comunidades até a oração pelos enfermos (1Tm 31-13; Tt 1.5-9; Tg 5.14).

5) Não demorou também para que os cristãos apostólicos elaborassem as primeiras declarações ou confissões de fé que encontramos (cf. Rm 10.9; 1Jo 4.15; At 8.36-37; Fp 2.5-11; etc.), que serviam de base para a catequese e instrução dos novos convertidos, e para examinarem e rejeitarem os falsos mestres. Veja, por exemplo, João usando uma destas declarações para repelir livre-pensadores gnósticos das igrejas da Ásia (2Jo 7-10; 1Jo 4.1-3). Ainda no período apostólico já encontramos sinais de que as igrejas haviam se organizado e estruturado, tendo presbíteros, diáconos, mestres e guias, uma ordem de viúvas e ainda presbitérios (1Tm 3.1; 5.17,19; Tt 1.5; Fp 1.1; 1Tm 3.8,12; 1Tm 5.9; 1Tm 4.14). O exemplo mais antigo que temos desta organização é a reunião dos apóstolos e presbíteros em Jerusalém para tratar de um caso de doutrina – a inclusão dos gentios na igreja e as condições para que houvesse comunhão com os judeus convertidos (At 15.1-6). A decisão deste que ficou conhecido como o “concílio de Jerusalém” foi levada para ser obedecida nas demais igrejas (At 16.4), mostrando que havia desde cedo uma rede hierárquica entre as igrejas apostólicas, poucos anos depois de Pentecostes e muitos anos antes de Constantino.

6) Jesus também mandou que seus discípulos se reunissem regularmente para comer o pão e beber o vinho em memória dele (Lc 22.14-20). Os apóstolos seguiram a ordem, e reuniam-se regularmente para celebrar a Ceia (At 2.42; 20.7; 1Co 10.16). Todavia, dada à natureza da Ceia, cedo introduziram normas para a participação nela, como fica evidente no caso da igreja de Corinto (1Co 11.23-34). Não sei direito como os desigrejados celebram a Ceia, mas deve ser difícil fazer isto sem que estejamos na companhia de irmãos que partilham da mesma fé e que crêem a mesma coisa sobre o Senhor.

É curioso que a passagem predileta dos desigrejados – “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20) – foi proferida por Jesus no contexto da igreja organizada. Estes dois ou três que ele menciona são os dois ou três que vão tentar ganhar o irmão faltoso e reconduzi-lo à comunhão da igreja (Mt 18.16). Ou seja, são os dois ou três que estão agindo para preservar a pureza da igreja como corpo, e não dois ou três que se separam dos demais e resolvem fazer sua própria igrejinha informal ou seguir carreira solo como cristãos.

O meu ponto é este: que muito antes do período pós-apostólico, da intrusão da filosofia grega na teologia da Igreja e do decreto de Constantino – os três marcos que segundo os desigrejados são responsáveis pela corrupção da igreja institucional – a igreja de Cristo já estava organizada, com seus ofícios, hierarquia, sistema disciplinar, funcionamento regular, credos e confissões. A ponto de Paulo se referir a ela como “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3.15) e o autor de Hebreus repreender os que deixavam de se congregar com os demais cristãos (Hb 10.25). O livro de Atos faz diversas menções das “igrejas”, referindo-se a elas como corpos definidos e organizados nas cidades (cf. At 15.41; 16.5; veja também Rm 16.4,16; 1Co 7.17; 11.16; 14.33; 16.1; etc. – a relação é muito grande).

No final, fico com a impressão que os desigrejados, na verdade, não são contra a igreja organizada meramente porque desejam uma forma mais pura de Cristianismo, mais próxima da forma original – pois esta forma original já nasceu organizada e estruturada, nos Evangelhos e no restante do Novo Testamento. Acho que eles querem mesmo é liberdade para serem cristãos do jeito deles, acreditar no que quiserem e viver do jeito que acham correto, sem ter que prestar contas a ninguém. Pertencer a uma igreja organizada, especialmente àquelas que historicamente são confessionais e que têm autoridades constituídas, conselhos e concílios, significa submeter nossas idéias e nossa maneira de viver ao crivo do Evangelho, conforme entendido pelo Cristianismo histórico. Para muitos, isto é pedir demais.

Eu não tenho ilusões quanto ao estado atual da igreja. Ela é imperfeita e continuará assim enquanto eu for membro dela. A teologia Reformada não deixa dúvidas quanto ao estado de imperfeição, corrupção, falibilidade e miséria em que a igreja militante se encontra no presente, enquanto aguarda a vinda do Senhor Jesus, ocasião em que se tornará igreja triunfante. Ao mesmo tempo, ensina que não podemos ser cristãos sem ela. Que apesar de tudo, precisamos uns dos outros, precisamos da pregação da Palavra, da disciplina e dos sacramentos, da comunhão de irmãos e dos cultos regulares.

Cristianismo sem igreja é uma outra religião, a religião individualista dos livre-pensadores, eternamente em dúvida, incapazes de levar cativos seus pensamentos à obediência de Cristo. 

http://tempora-mores.blogspot.com

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1º Aniversário da ICC

Igreja Cristã Carisma, 01 ano de realizações.

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Ministério: Chamado; Identificação; Vocação e Visão.




Jo.15:16 Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.
 
I – CHAMADO: o chamado de Deus é pessoal e intransferível.
 
1.1 Estilo de vida não é empecilho. Mt.9:13b Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.

1.2 O pecado furta do crente a revelação do amor de Deus mediante o seu chamado. Gn.3:9-10 E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.

1.3 O Chamado de Deus é um espace da condenação e do juízo. Jl.2:32 E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo, pois, conforme prometeu o Senhor, no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento para os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar.
 
II – IDENTIFICAÇÃO: só responde a um chamado quem identifica que foi chamado.
 
1.1 Jo. 10:3 o Pastor chama as ovelhas pelo nome. Êx.3.4 O Senhor chama Moises. 1ºSm.3:4-10 Deus chama Samuel. Mt.20:16 poucos escolhidos. (Não há chamado sem renuncia)

1.2 o chamado de deus revela sua vontade geral (Graça Salvadora) e sua vontade específica (Disposição no serviço – comer do pão direito de todos, repartir o pão privilegio de poucos).
 
III – VOCAÇÃO: não há espaço para soberbos no ministério.
 
1.1 Vocação significa inclinação. Se Inclinar significar se abaixar, se submeter. Esta representa a disposição para realizar uma missão. Não há chamado sem que haja uma resposta. Is.6: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.

1.2 Na vocação você recebe antes de dar. Recebe perdão, poder e capacitação. No ministério o vocacionado abre mão de “Tudo” Mt.19:29 E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna

IV – VISÃO: aprenda a olhar para o seu ministério pela ótica de Deus.
 
Ver é uma aptidão normal dos olhos. Mas, a visão é aptidão do coração.
 
1.1 Muitos não alçam voo no seu ministério, e não chegam mais longe porque temem o envolvimento de entrega que há no ministério.

1.2 Você só dá a vida por aquilo que acredita. Se você não está disposto a morrer por seu ministério não é isso que você acredita de verdade.

1.3 A vocação divina nunca foi uma sentença de morte na vida de ninguém.

1.4 O lugar para onde Deus nos chama é o lugar onde encontraremos nossas maiores realizações.

1.5 A causa de grandes fracassos do cristianismo contemporâneo está em estarmos desligados da noção de que fomos chamados e enviados por Deus.

1.6 A maioria de nós tem se esquecido do poder sobrenatural existente na vocação de Deus em transformar pessoas comuns, como nós, e nos habilitar para mudarmos o mundo. Esta é a missão que nos foi dada por Deus a de Manifestar neste tempo presente a Glória de Deus que há na eternidade. Mt.28.20; Mc.16.15-18.  

Conclusão: O Deus que chama é o mesmo Deus que nos capacita.

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Celebrando Uma nova Vida - II


1ª Pe. 1:3 “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”.

A ICC tem o prazer de apresentar seu novo vídeo.

Celebrando Uma Nova Vida – II

Pois se com Ele morremos (Batismo), com ele também ressuscitaremos. Aleluia! O batismo Celebra o fim do domínio do pecado na vida do Crente. Apresentado uma nova vida para com Deus.

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Alargando as Estacas





Tenho a prazer de apresentar nosso novo vídeo sobre a ampliação do nosso templo. Diante da demanda do povo, fora necessário se alargar nossas estacas, sem com isto sobrecarregar o povo.

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He-man revoltado com a teologia da prosperidade

Por Avelar Jr

Quando eu era criança, achava muito legal assistir ao He-Man e à She-Ra (Na verdade eu assistia tudo que havia de programas infantis e desenhos animados). Mais legal ainda era que, no final de cada desenho, He-man deixava um conselho prático ou um ensinamento interessante (Bom, no caso de She-Ra, eu me lembro que eu tinha de encontrar Geninho…).

Bons anos 80 que não voltam mais, não é?
O que me despertou, de fato, para a importância dos conselhos de He-Man foi que, num certo episódio, Esqueleto, o eterno arqui-inimigo do nosso super-herói, ficou pendurado na borda de um precipício, e a queda resultaria em sua morte. E eu, como toda criança normal, fiquei vibrante e pensei logo: “Finalmente He-Man vai pisar a mão desse cara e acabar com o mal!”.

Qual não foi minha surpresa ao ver que He-Man tomou a mão de Esqueleto e o salvou! Foi um choque. Como alguém tão bom poderia salvar alguém tão mal, que só pensava em prejudicar as pessoas? — pensava eu. Não era óbvio para mim: ele era realmente bom, e fazia algo que Cristo ensinou e praticou. No final, lembro que aquela boa atitude e bom exemplo me impactaram até hoje. Eu não me esqueço de forma alguma que Esqueleto ficou sem jeito e saiu com o rabinho entre as pernas, agradecendo ao seu rival — e agora também herói — por tê-lo salvado.

Pesquisando dia desses na internet, para ver se encontrava algum desses conselhos “He-Mânicos” no You Tube, encontrei vários deles. Creio que algo assim seria uma pérola para crianças e pré-adolescentes se ainda passasse na TV (e por que não dizer para os tiozões e tiazonas também?), que hoje em dia encontram desenhos superficiais, violentos, fúteis e que, raras vezes, transmitem uma boa mensagem, e de forma clara e direta.

Um desses vídeos de pérolas “He-Mânicas”, tem uma temática que me deixou bastante impressionado por se encaixar perfeitamente na nossa realidadezinha “gospel”: a busca de poder e dinheiro fácil, que lembra muito a nossa velha conhecida, a famigerada, a descartável, a tóxica e rebatida… “Teologia da Prosperidade".

Pois é… depois disso He-Man passou a ser, para mim, ainda mais “mano”.

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Apaixone-se de novo por sua vocação


por H. B. London Jr. E Neil B. Wiseman
Originador de minha vocação revitalize meu amor pelo ministério, dá ás minhas ações o poder que provém da autenticidade, tempere minhas atitudes com graça, e capacita-me a servir a fim de que outros saibam que o cristianismo é mais do que uma regra de vida, é uma Pessoa para se amar. Amém.

REACENDA A VELHA CHAMA
"Não tenho mais nada a provar no jogo de basquete", disse Michael Jordan durante uma entrevista coletiva que anunciava sua "aposentadoria" do basquete em 1993 com a idade de trinta anos.
Àquela altura, o superastro do Chiagago Bulls, com 2,0 m de altura, membro da Associação Nacional de Basquete, era considerado o melhor jogador de sua geração, talvez de todos os tempos. Durante uma carreira profissional de nove anos, o antigo "guarda" do time da Universidade da Carolina do Norte, marcou 21.541 pontos em 667 jogos de campeonato numa média de 32,3 pontos por jogo, a maioria da história da Associação.
Jordan, que tinha sido membro do "Time dos sonhos" norte-americano, ganhador da medalha olímpica, disse aos repórteres: "Tenho estado nesta montanha russa por nove anos. Já é hora de eu mudar de diversa".
A desistência de Jordan contém muitos paralelos para pastores cansados. É assustadoramente simples um pastor de igreja perder completamente o ânimo. Sem um reacender constante, a paixão pelo ministério pode se manter em fogo baixo ou apagar-se totalmente.Problemas apagam este fogo. Prioridades desajustadas e desapontamentos constantes afogam a paixão. E então quando a chama começa a cintilar, muitos ministros desistem, "queixam-se" ou seguem desanimados m ciclos de baixo rendimento.
Diferente da motivação para se jogar basquete, todavia, uma paixão fervorosa pelo ministério pode ser reacesa com novos desafios, oportunidades que valham a pena e uma compreensão nova de que somos parceiros de Deus. Mas muito além do que a preocupação que um astro esportivo possa ter pelo dinheiro ou pela popularidade, um pastor lida com assuntos que em última análise têm outro peso, como verdade, destino, esperança e fé.
O escritor Frederick Buechner sintetiza nesta frase libertadora a maravilhosa satisfação quer uma vocação nos dá; "O lugar para onde Deus o chama é o lugar onde se encontram as suas maiores alergias e as maiores carências do mundo."Reviva sua vocação original e alegre-se nela.

Vocação - Sentença de vida ou aventura corajosa?
Uma história em quadrinhos de um jornal mostrava um enorme gato angorá na figura de um juiz d direito na cátedra. Diante de um acusado e apavorado gatinho, o juiz proclamou seu veredicto: "Como você tem sido um gatinho malvado, eu o sentencio agora à pena de nove vidas de gato."
O ministério muitas vezes é percebido como uma sentença que dura nove vidas. Muita gente pensa na "vocação" como um juízo de Deus para tornar sofrida a vida do pastor, destinando-o a ser pobre e estrangulando sua alegria de ser marido, pai ou profissional. Bobagem! Por que deveríamos perceber o ministério como qualquer coisa menor que um estilo de vida aventureiro? Por que tantos pastores contemporâneos suspiram tanto por alguma coisa que lhes permita se afastarem respeitavelmente do serviço pastoral? Será que até os próprios pastores perderem a fé na importância do ministério?
O problema seja talvez que nossa vocação para o serviço se tornou cansativa, nublada ou inviável. Não é verdade que uma das mais assustadoras fraquezas do cristianismo contemporâneo está enraizada em nós estarmos desligados da noção de termos sido "enviados por Deus"?
Aparentemente, alguns pastores perderam esta fonte interior de motivação há nãos e jamais sentiram sua falta. Alguns já se esqueceram de quão insistentes era o seu "chamamento" quando o ouviram pela primeira vez. Ainda há outros pastores que questionam a relevância para hoje de um chamamento que receberam na infância ou na adolescência. A maioria de nós tem se esquecido do poder existente em algumas poucas pessoas comuns, como nós, para mudar o mundo- esta é a missão que nos foi por Deus.
Uma vocação de pouca intensidade sempre leva a desertos áridos de serviços insatisfatórios, independentes da fase de nosso ministério. Um compromisso com nossa vocação prejudica o cérebro, ou a privação de alimento enfraquece o corpo. A desorientação ministerial é a conseqüência inevitável.
Por outro lado, uma vocação robusta, atualizada, energiza todas as fases do ministério. Uma vocação energiza quem é chamado e o torna espiritualmente atento. Concentra o seu foco na significância do ministério. Torna-o mais nobre e mais em conato com Deus do que poderia sê-lo sem a vocação. Revitaliza a visão e abastece a motivação. E uma vocação reserva uma cadeira na primeira fila aos pastores para perceberem o que o poder da ressurreição é capaz de fazer em favor dos seres humanos.
A convocação iniciada por Deus nos leva á arena principal da vida onde as pessoas se digladiam com os assuntos mais importantes tais como o nascimento, a vida, a morte, a doença, os relacionamentos rompidos, a saúde, a esperança, bem como as ambigüidades e a apreensão.
Esta parceria com Deus nos leva a lugares privados e públicos, a lugares cheios de tristeza e cheios de alegria. Ele é o nosso passe vitalício para representar Jesus em casamentos, salas-de-espera de hospitais, funerais, batismos, santas Ceias e perguntas de importância vital que as pessoas têm direito de fazer, tais como: "Onde está Deus agora?"
Uma vocação para o ministério provê força motivadora para ministrar e, ao mesmo tempo, nos capacita ao comprometimento de revolucionar o mundo por Cristo. Esta energia inspirada por Deus leva-nos a pessoas que não nos desejam por perto, e nos capacita a permanecer ali até que elas já não consigam mais viver sem nós. È o Evangelho vestido do couro do nosso sapato.

A vocação é singularmente pessoal
A vocação inicial de Deus para o ministério tem muito pouco a ver com habilidades ou capacidade ou competência. Pelo contrário, uma vocação tem tudo a ver com fé, com devoção e com consagração. Uma vocação, na maioria das vezes, se inicia no cerne de nosso ser onde Deus causa um impacto em nossa identidade e em nossa auto-estima, e move-se para fora, em direção às necessidades do mundo, ou a uma pessoa magoada, seja o vizinho próximo ou do outro lado da cidade. Uma vocação tende a clarear o significado de nossas vidas e nos dar razão para viver.
Uma vocação combina dimensões sobrenaturais com dimensões terrenas. Aquelas palavras tremendas, "uma vocação para o ministério", evocam imagens d arbustos em chama e d e relâmpagos no céu, mas também produzem imagens mentais de privilégios e de estar disposto a amar escravos para conduzi-los em direção aos propósitos de Deus.
Henri Nouwen, um escritor devocional influente, sugere que na hora da vocação de um pastor em potencial, ele "se livra do peso da estrutura: não tem amigos com quem conversar, nem chamadas telefônicas a atender, não tem música para entretê-lo, nem livros para distraí-lo - nu, vulnerável, fraco, pecador, destituído, quebrantado - nada".
Este é um encontro privativo, onde Deus convoca alguém para uma tarefa especial que nunca chega a ser plenamente compreendida por este. Tal vocação muitas vezes coloca em destaque as fraquezas ou fracassos da pessoa a fim de que a graça capacitadora e o poder de Deus se destaquem no alívio ousado do total esquema de vida daquela pessoa.
No processo de ser chamada, a pessoa, via de regra, compreende quão fraca ela é, o que Deus tencionada que Lea se torne e como o mundo e a igreja precisam de alguém exatamente como ela para este serviço.
Uma vocação significa ser usado para atingir parte do mundo de Deus-aquela parte nobre e eterna. Ao mesmo tempo uma vocação significa que eu vou trabalhar no lugar aonde ele me mandar. Esta é a parte suada e terrena de uma vocação. È uma convocação para ir a território desconhecido, mas sempre com a promessa da companhia de um Deus absolutamente saber Quem está guiando do que onde está indo.
Nenhuma das experiências mais sublime que um ministro vocacionado possa ter na vida jamais ultrapassada tal encontro com Deus.

A pessoa vocacionada não consegue nunca esquecer - se do fato de que foi chamada. No sentido espiritual, sua alma está marcada para sempre e de maneira indelével. Aquele que chama - o próprio Deus - transmite uma convocação clara que só pode ser ouvida por quem está sendo chamado, mas este a escuta como um trovão e em geral pelo tempo que sua vida durar.

Vocação - uma conexão de amor com Deus.
Todavia, a dimensão da conexão de amor de uma vocação precisa de muito maior atenção e visibilidade do que recebe hoje em dia na maioria dos lugares. O ministério é o amor em ação: amor que Deus demonstra para com o pastor ao confiar nele; amor que o pastor demonstra para com Deus ao servi-lo; e amor que tanto Deus como o pastor demonstram para com seres humanos em necessidades.
Tida a verborragia sinistra e escravizadora que tanto se ouve sobre a vocação ao ministério tem de ser questionada e rejeitada em favor de algo melhor. Alegria, prazer, satisfação, serenidade, encantamento, bem como realização de missão precisam ser muito mais enfatizados. Palavras gloriosas, que nos convocam à luta, tais como fé, esperança, integridade, credibilidade e serviço, devem ser misturadas à deliciosa receita. O gozo, o romance e a aventura que Deus concede à vocação de todo pastor devem ser expressos com muito maior freqüência. O ministério é uma aventura.
Eu (Neil) conheci um estudante recém-casado que praticamente gritou no início de nossa conversa: "Eu adoro estar casado. É a coisa mais incrível!" A esposa dele aprecia muito este tipo de conversa, e bem que deve. Eu me pergunto o que aconteceria em cada congregação se de todo coração. "Gosto muito de ser pastor de vocês!".
Na semana passada conheci um pai-pela-primeira-vez que esbanjava entusiasmo: "Saber que minha garotinha depende de mim é a maior alegria de minha vida." Esta atitude também funcionaria na igreja. Por que não começar uma revolução de comunicar afeição amorosa cada vez que um pastor subir a um púlpito: "Participar do desenvolvimento espiritual de vocês é a coisa mais empolgante do mundo para mim!"? Pense nas possibilidades e desdobramentos que um caso amoroso destes poderia causar.
Um pastor amigo meu sintetizou com alegria e exatidão o ministério: "Eu consigo ver mais da atuação de Deus em uma semana do que a maioria das pessoas vê durante a vida toda".Nossa vocação sempre nos proporciona isso.Se estivermos dispostos a ver, ele nos permite observar em primeira mão como as pessoas aplicam a fé que há de melhor e ao que há de pior em suas vidas.
Vamos nos colocar no prumo de novo. Nossa vocação nos coloca, cheios de paixão, no meio da ação espiritual - nossa e de outros! O m9ininstério não é escravidão, mas uma força de amor ágape capaz de recuperar espiritualmente o indivíduo e a sociedade.
Infelizmente, para algumas pessoas não é suficiente ser ungido. Imaginamos que exista algo melhor, maior, mais importante, mas, na verdade, a vocação é a unção de Deus. Não se torna melhor do que já é, mas o que mais poderia se desejar?

Vocação - não muito diferente do que ser médico do interior
Para apreciar melhor o potencial indescritível armazenado em sua
vocação, tente visualizar seu ministério como a contraparte espiritual do que no passado costumava acontecer com o médico do interior. O experiente doutor era parteiro, acompanhava as crianças em seus anos de crescimento, dava-lhes as vacinas preventivas, curava sua febres, ouvia os seus sonhos, ajudava-as nos anos de puberdade e espinhas, ensinava-lhes os fatos da vida, assistia aos seus casamentos, fazia os partos de seus filhos e assim recomeçava o ciclo com a geração seguinte.
"O velho serra - ossos", como alguns carinhosamente o chamavam, estava muitas vezes cansado, frustrado com seus fracassos, era mal-pago por seus pacientes, mal-equipado em tecnologia, e não era necessariamente percebido como um profissional de destaque por seus colegas de profissão nos hospitais da cidade grande.
Mas ao viver sua vida, ele tinha a alegria indivisível de saber que tinha salvo a vida do Sr. José, que tinha conduzido Dna. Francisca e seu filhinho por um parto dificílimo, velado a noite toda pela vó Cibele quando ela deixou este mundo pelo que há de vir a receitado o remédio exato que fez Chiquinho sarar em dois dias.
O ministro tem um impacto semelhante no desenvolvimento espiritual daqueles a quem ele serve. Ele é o clínico geral, o padre do confessionário, o obstetra espiritual, o especialista na fé. Pastores, todavia, deveriam experimentar muito maior enlevo do que o médico rural.
Eles encaminham pessoas a Cristo, capacitam outros a fazerem sentido da vida, preservam casamentos que estavam por se romper, ensinam a fé aos pequenos, seguram as mãos dos santos na sua morte e compartilham de uma santa parceria com Cristo. Os privilégios e a realizações são milagrosos.

O ROMANCE REALISTA DO MINISTÉRIO
Apaixonar-se de novo por sua vocação pode parecer um retorno adolescente, ilógico e mesmo utópico a alguma coisa que nunca foi como o primeiro amor de criança pela garotinha da casa ao lado ou repentina paixão pela professora da pré-escola.
Em um nível mais satisfatório, porém, um amor reacendido realisticamente pelo ministério talvez se pareça mias com fazer uma longa lista em papel timbrado das razões pelas quais ainda se continua apaixonado pela mesma pessoa depois de um casamento de uma década ou mesmo do meio do século.
Veteranos do amor amadurecido no casamento e no ministério dizem que ele é tão plenamente satisfatório quanto o amor dos iniciantes - talvez até mais. E embora alguns ministérios e casamentos persistam, mesmo sem amor, são mais agradáveis e mais úteis quando suprimos de afeição, fidelidade e sonhos que se compartilham.
Para se apaixonar de novo pelo nosso ministério é preciso retornar às âncoras básicas do ministério. As perguntas prementes são:
• Quem o chamou?
• Quem o iniciou neste trabalho?
• Por onde o amor vaza e escapa do ministério?
• O que se requer para tornar o amor a sua motivação mais forte de novo?
• A cultura secularizada tem tirado o significado do serviço cristão para você?

O amor é o incentivo mais fascinante do ministério - a emocionante dimensão de fé que mantém o ministério do pastor pessoas, arejado e íntimo. Qualquer outro motivo que seja eventualmente frustra e causa curto-circuito no ministério.
O amor também nos fornece uma salvaguarda pessoal. Sem amor por Cristo e pelas pessoas, o ministério facilmente se transforma muna gratificação incontrolada do ego e numa necessidade exagerada de proeminência e de controle. Neste caso o pastor corre o risco de se tornar um típico charlatão religioso. O amor a Cristo, todavia, nos mantêm concentrados nas coisas que de fato fazem diferença.
A proximidade de Cristo é o que nutre o ministério. Um exemplo disso é o pastor urbano que fica atônito com as necessidades ao seu redor logo que permite que seu amor pelo Senhor esfrie. As necessidades são grandes demais, os recursos muito poucos. Em Tempos assim, é fácil sentir-se rejeitado por aqueles a quem servimos e frustrado por causa do vagaroso processo espiritual deles.
Se, por outro lado, o mesmo pastor se mantém concentrado em sua motivação de amor, ele é capaz de ver Deus agir, mesmo nas circunstâncias mais complicadas. Assim ele desfruta de seu relacionamento com seu Parceiro Mais Experiente que carrega quase toda a carga e dirige o movimento seguinte.
Nossas intenções e motivação estão entre os assuntos mais importantes do ministério. Embora pastores possam ser levados por motivos os mias variados, um chamamento genuíno deve ser alicerçado em um compromisso direto de servir a Deus e um desejo sincero de preocupar-se, em nome de Jesus, por pessoas machucadas, pecadoras e maltratadas. A fundação sólida é uma paixão pela verdade. Por agradar a Deus e por ser útil no serviço.
Nossa tarefa é de reacender ou recapturar o nosso caso amoroso e venturoso com nosso chamamento, o mesmo que conhecemos no princípio quando a direção de Deus era fresca como o orvalho da manhã.


Atue como quem ama o ministério
Uma mulher de meia-idade escreveu para um colunista sindicalizado da "Seção de aconselhamento emocional" de um jornal para lhe dizer que, depois de 25 anos de casamento, ela estava deixando de amar seu marido. Dizia que a chama tinha se apagado, que o brilho tinha passado; ele roncava e tinha engordado mais de 13 quilos. O antigo sentimento mágico tinha desaparecido e ela já não mais ouvia sinos ou assobios. Os filhos estavam crescidos e já tinham saído de casa, de tal forma que ela vivia em um ninho solitário e vazio. Ela pedia conselhos sobre como ir embora, pedir o divórcio e recomeçar.
O conselho; Fique exatamente onde está. Comece a agir como se estivesse apaixonada. Pratique ações que demonstrem amor. Pare de ter dó de si mesma. Demonstre amor até que sentimentos calorosos comecem a renascer. Eles irão renascer. Neste processo, talvez você aprenda a amar o seu marido mais do que você amava quando contava com a ajuda de sentimentos mágicos ao invés de relacionamento autêntico, fé perseverante e lealdade contínua.
Vamos tentar por em prática este conselho no ministério. Talvez possamos criar uma profecia estimulante, positiva e que se cumpra por si mesma em nosso favor.
Um ministério de primeiro pastorado compartilhou seus sonhos como recém-chegado à reunião da associação de ministros de sua área. Contou como tinha começado seu primeiro ministério com fervor extraordinário em uma localidade onde ninguém mais queria servir. Contou sobre o vazio que sentia em seu emprego anterior como corretor do mercado de ações. Para qualquer um com um mínimo de bom-senso, seu sentimento de chamamento tinha a mesma eletricidade que a vibrante frase de Paulo: "A esperança do seu chamamento" (EF 1:18).
Tristemente, vários pastores mais experimentados no grupo responderam com reclamações desencorajadoras a respeito da monotonia do ministério moderno. O entusiasmo destes já havia morrido; o foco de sua atenção mudado para tarefas horrorosas que ele detestavam. Murmuravam acerca de reuniões arrastadas, de documentos a serem examinados mecanicamente, membros da igreja intrometidos e coerção auto - infligidas para serem bem - sucedidos de um ponto de vista meramente mundano.
Compreensivelmente, Deus parecia estar longe deles mesmos e do povo a quem serviam. Estavam exauridos espiritualmente e sentiam que ninguém recebia qualquer tipo de benefício por meio de sua pregação. O ministério era miserável, um fardo pesadíssimo para eles.
A discrepância que estas duas visões radicalmente demonstram é chocante. O pastor iniciante é provavelmente excessivamente idealista, e os veteranos bisonhos em excesso. Mas tanto as mãos noviças como as calejadas precisam de um amor maduro pelo ministério que possa desenvolver-se no correr de uma vida inteira de serviço. Um ministério eficiente não vai durar muito sem isso.
Por muitas infelizes razões, milhares de pastores perderam a fé em si mesmos e em seus chamamentos. Assim sendo, para que possam servir de maneira adequada e feliz nos tempos de hoje, alguma coisa sobrenatural tem de acontecer com eles. Para o seu próprio bem, para o bem da igreja e para salvação dos perdidos, alguma coisa tem de mudar.
A glória, o privilégio, a alegria e a realização têm de ser recapturados. A centelha que já vai morrendo tem de ser soprada até tornar-se fogo vivo e vermelho. O dever tem de tornar-se prazer. O entusiasmo tem de ser ressuscitado. O amor tem de renascer. A imaginação, a intensidade e a expectativa positiva têm de florescer de novo. O primeiro passo, obviamente, é agir como se você amasse o ministério tanto quanto o amou no princípio.

Personalize a renovação ministerial
Todo pastor já passou pela experiência de aconselhar casais que pareciam mais interessados em procurar um novo amor do que em restaurar o amor antigo. A energia que estão dispostos a investir em uma nova relação poderia reacender o significado da relação existente. O mesmo tende acontecer em seu caso para que você reencontre o brilho e a alegria do ministério. Quando tal renovação acontecer, você nunca mais considerará a hipótese de desistir do ministério para vencer carros usados, para tornar-se um assistente social, para assumir-se como carpinteiro ou para tornar-se um rei.
Faça uma avaliação realista de si mesmo. Talvez você já tenha mais importância do que de fato percebe. Nenhuma ocupação profissional no mundo inteiro se compara com a satisfação que um pastor usufrui quando ama a Deus, ama a sua vocação e demonstra amor para com as pessoas a quem serve.
Poucas experiências são tão agradáveis quanto servir a uma congregação quando as coisas vão bem. Nada produz tanto significado como sentir que os outros precisam de nós. Nenhuma outra vocação permite a alguém chegar tão perto de tantas pessoas em situações com tamanho potencial de mudar suas vidas. Renovar o amor por nossas vocações exige esforços, tempo e proximidade. Todos sabemos que um namoro significativo sempre exige tudo de nós - coração, mente, vontade e corpo.

E este caso amoroso para se renovar precisa do seu esforço completamente dedicado também.
Lembre-se de que o ministério é mais do que uma profissão honrada, do que uma dedicação digna de louvor ou do que um estilo de vida recomendável. Mais que isso, é um relacionamento terno, que instila vida entre o Salvador e o pastor.
Por vezes alguns pastores têm a impressão de que o ministério seria mais eficiente e mais agradável se sistemas, denominações e entidades paraeclesiásticas ou congregações locais fossem reformadas. Admitimos, algumas destas entidades precisam desesperadamente de renovação. Remotivação para pastores contemporâneos virá muito mais provavelmente de pessoas do que de organizações, de manifestações individuais de ministério do que de sistemas revitalizados, de seu coração mais do que de seu cérebro. O amor pelo ministério tem de ser renovado em um ministério de cada vez. Ofereça a si mesmo oportunidade de um novo romance em seu trabalho para Deus.


Torne a sua mensagem atual
"Como poderia eu estar cansado de minha vocação se posso olhar para minha congregação e contar 25 recém-nascidos na fé que eu mesmo tive parcela em levar a Cristo?" é a maneira como um pastor descreveu sua experiência de primeira mão na lição sobre o amor. Ele tinha caminhado um estágio adiante de meramente satisfazer aos fiéis para o de transformar gente problemática. Rapidamente descobriu aquela satisfação inacreditável que vem de alcançar pessoas contemporâneas.
Cada nova geração tem de experimentar por si mesma a incrível satisfação de apresentar o Evangelho de Cristo à sua própria geração.

Cada geração deve buscar esta tarefa como muito mais do que uma experiência cansativa e desanimadora de meramente manter uma piedade antiquada. Ao contrário, a ordem de Deus para cada nova geração de ministros é que revitalizem, renovem, remodelem e reforcem a si mesmos, as suas igrejas, as suas comunidades e as suas culturas. Qualquer que seja o pecado e a secularização, cada nova época precisa daquilo que o Evangelho de Cristo oferece. Quando foi o desafio de redescobrir o Evangelho maior do que é hoje?
A alegria de comunicar o Evangelho de forma que nossos contemporâneos o possam entender irá amplificar seu conhecimento da Escritura, sua compreensão da falência moral da sociedade e suas habilidades de falar e de escrever. Isso tem de ser feito. E o entusiasmo de mostrar Cristo às pessoas secularizadas traz nova realização e autenticidade ao seu ministério.


Vá além da lua-de-mel
Depois que termina a lua-de-mel, a casa tem de ser limpa, o lixo tem de ser colocado para fora, tem de se estabelecer rotinas, pagamentos de prestações têm de ser feitos e o carro que se quebra tem de ir para o mecânico.
Embora nenhuma lua-de-mel dure para sempre, o amor pode se desenvolver e tornar-se uma experiência significativa pela vida toda. Embora o amor amadurecido não seja melhor do que o "corar" e do que as emoções fortes primeiro ano de casamento, ele é satisfatório em outros sentidos e mais duradouro. Ele não é uma negação da alegria do começo nem inferior ao período da lua-de-mel. Inícios e amadurecimentos produzem seus tipos específicos de satisfação.
Um desenvolvimento similar de crescimento deveria se processar no ministério. Depois de um começo maravilhoso quando o pastor conhece gente nova e sente o privilégio de ter sido educado, ordenado e instalado, sermões têm de ser preparados, pecadores tem de ser levados a Cristo, pessoas ensimesmadas têm de ser visitadas, crises têm de ser enfrentadas, crentes têm de ser treinados, relacionamentos têm de ser estabelecidos e dinheiro tem de ser levantado. O começo e a continuidade devem ser fases importantes do vivenciar do ministério no meio do povo de Deus.

O entusiasmo do começo foi projetado como uma parte importante do alegre processo de amadurecimento do ministério.
Embora renovar o amor pelo ministério e moldá-lo em direção a um relacionamento maduro requeira energia e imaginação, requer muito menor esforço do que encontrar e mudar-se para uma nova experiência.

O relacionamento amadurecido, como o casamento maduro, provê uma recompensa extra, uma congregação de verdadeiros amigos que encontram força uns nos outros e dão força uns aos outros, muito mais do que poderia se conseguir em reações de curto prazo ou superficiais.
Como o amor no casamento, a vocação para o ministério muitas vezes precisa de rejuvenescimento. Um líder de igreja acredita que os cultos de ordenação cumprem este propósito. Ele os denomina de "tempo em que os veteranos têm a oportunidade de ouvir de novo o discurso dirigido aos recrutas". Ele está certo, mas também existem outros caminhos. Por que não buscar o crescimento à maturidade em todo evento e relacionamento concebíveis de seu pastorado? Valorize toda palavra positiva que os membros da igreja lhes disserem. Procure por ela em cada expressão de serviço.
Pague seja qual o preço que for para encontrar satisfação duradoura em seu trabalho para Deus. A compreensão resultante de fazer parte de uma tarefa decisiva para ele reacender o vigor, o zelo, a missão, o foco, a dependência de Deus e a afeição pelo trabalho; também fortalece a vitalidade espiritual pessoal.


Alimente sua vocação
O ministério é uma grande piada sem um recrutamento sagrado. È total loucura enfrentar o ministério sem o poder de Deus.
Mas a capacitação divina é prometida, e precisamos nos manter ligados a ela. No processo, a grandeza será modelada dentro de nossas almas.
Mas intimamente pessoal com Cristo é a nossa fonte essencial para o ministério. Devoção a Deus é o solo fértil onde o ministério finca raízes e cresce em direção à maturidade. Sem esta ligação básica, a vocação será confusa. Desta forma a vocação sempre sai de foco quando permitimos que nossa relação com Jesus e torne cerimoniosa ou superficial. Ao contrário proximidade de Cristo cria um caráter forte e nos leva ao centro da atividade redentora de Deus entre o seu povo.
Habilidade na pregação, conhecimento acerca da bíblia e da teologia u mesmo experiência ministerial não são suficientes. A preocupação maior de João Wesley de que um pastor fosse amigo íntimo de Deus deveria ser também a nossa. Antes de perguntar: "Será que o candidato tem talento para o desempenho de sua função?" Wesley costumava "levantar três perguntas prioritárias:" Ele conhece a Deus? Ele deseja e busca nenhuma outra coisa senão a Deus? Ele tem o amor de Deus habitando em si? "Uma vocação para o ministério dá início e pode realizar coisas incríveis muito além de nossos sonhos mais ousados por causa justamente deste relacionamento que existe entre Deus e o pastor.
Embora a vocação tenha dimensões congregacionais e sociais de amplo alcance, ela se inicia como um diálogo particular - um encontro ao vivo, capaz de mudar a vida - entre Deus e o futuro ministro. Embora mais tarde possa ser identificado com uma dimensão de tempo e de lugar onde Deus encontrou-se com o futuro pastor, o chamado é na verdade uma reunião sagrada, uma aventura com a deidade, um momento de iluminação, uma urgência insistente, uma ordem a entrar no serviço ativo e um convite extravagante, tudo isso combinado.
Um ministro denominou tal encontro de um constrangimento espiritual. Ele explicou: "Depois de ter sido vocacionado, eu me senti como um homem marcado - só que ninguém mais podia ver a marca senão Deus e eu. E eu tenho tentado esclarecer o sentido daquele encontro por toda a minha vida'.
Nos altos e baixos do ministério, cada dia traz consigo algum evento confuso, ambigüidade perturbadoras, fantasias erradicas e aflições estranhas que se ajuntam para levar o pastor a questionar sua competência, seu compromisso e sua eficácia. Embora cada nova batalha possa ser levemente diferente, é uma atalha mesmo assim. É precisamente no meio destas questões e pontos de mudança - sejam eles pessoais familiares ou profissionais - que nosso Senhor vem e nos faz lembrar: "Preciso particularmente de você para uma tarefa específica, mesmo quando você está no auge destas batalhas".

Transforme conceito em ações específicas
Por alguma razão desconhecida, é fácil para fé cristã tornar-se uma busca acadêmica de alto nível tal como o estudo da biologia ou da física - conceitual, mas não específica em sua aplicação aos detalhes da vida. Em momentos de comunicação íntima com nosso Senhor, ele em geral nos faz perceber as coisas com maior claridade e solidez. Dessa forma a fé se move do âmbito das abstrações e dos conceitos nebulosos para os específicos e os particulares. Assim, muros artificiais entre o sagrado e o profano caem por terra. Assim, um ministério radiante flui do coração e da mente do ministro chamado por Deus, o qual, no lugar secreto, tem recebido ordens do Comandante-em-chefe.
Os resultados: O ministério é clarificado e priorizado, e assim passamos a trabalhar com noções estranhas, histórias confusas de vida e crenças infantis de pessoas reais com necessidades específicas. Nesse processo, Deus ajuda o ministro a separar a palha pastoral do trigo ministerial, de tal forma que ele é capaz de discernir quais das suas prioridades e atividades ministeriais são para a glória de Deus e quais são para o engrandecimento de seu intelecto iluminado e de seu auto- interesse conivente. O amor é que energiza esse dar e receber em relação à deidade que capacita o pastor tornar o ministério específico para João e Maria, para Timóteo e Margarida, e para Marcos e Suzana.

Peça a Deus uma grandeza visionária
Toda congregação precisa de um pastor que ore assim: "Ó Deus, nosso Pai, não nos permitas estar satisfeitos de sentar e esperar o que vai acontecer, mas dá-nos a determinação e fazer acontecer coisas certas".
Deus deseja ver uma faceta assim ousada na vocação de cada pastor - um tipo e esperança renovada, um novo começo e uma grandeza visionária que consegue ver além de qualquer limitação, seja ela real ou imaginária. Um espírito pioneiro para cada realização feita por Deus se relaciona com a vocação de cada pastor e é a única esperança para muitas situações mortas ou quase totalmente apagadas. Ao revitalizar a vocação de alguém, Deus ajuda o pastor a ver aquilo que outros talvez considerem uma ilusão pretensiosa como uma realidade inacabada do que Deus deseja realizar naquela circunstância.
Tal experiência é semelhante ao que o pastor experimenta em seu chamado inicial quando Deus lhe mostra o mundo inteiro. Embora isso exceda á sua imaginação e auto-conceito, o noviço é atingido para sempre com uma visão as necessidades globais que alguém terá de suprir m nome de Jesus.
É essa exatamente a situação em muitas igrejas em conflito e dificuldade
hoje em dia. Algo grandioso precisa ser realizado, e a única esperança para uma realização sobrenatural naquele lugar é que foi vocacionado creia que Deus já está operando e fará com que realizações significativas se processem.
Esta grandeza visionária auxilia o pastor a desenvolver uma visão clara, aguçada, por determinada igreja, de tal forma que ele vê coisa nenhuma. Foi desta forma que George Spencer foi motivado a iniciar seu ministério. Depois de ter terminado a faculdade teológica, sua vocação ao ministério o inspirou a plantar uma igreja entre gente que ele não conhecia, onde a situação demográfica era altamente desfavorável e as oportunidades econômicas tinham se estagnado.
Ele começou a trabalhar em tempo parcial como um garoto de entregas de um mercadinho local em uma pequena cidade da costa do Estado de Oregon, assim fazendo contatos com os residentes da comunidade. Seis anos mais tarde, principalmente devido ao seu amor às pessoas e aos clubes bíblicos para crianças após o horário escolar, ele desenvolveu uma congregação composto em sua maioria de novos convertidos e tem merecido o carinho de toda a comunidade. Ninguém mais via o que ele via. Ele respondeu àquilo que acreditou ser o projeto específico de Deus para ele.

Dê boas vindas ao desafio de Deus
Uma vocação sempre leva um homem a ser mais do que ele crê que possa ser. A certa altura de seu preparo, os voluntários da Força e Paz em uma localidade tiveram de fazer um treinamento de sobrevivência sozinho na selva por 24 horas.
Um jovem voltou daquela experiência visivelmente abalado: "Sabe, assim que encontrei água corrente e consegui montar minha barraca em um lugar onde nenhuma tarântula pudesse me pegar, pensei que estaria bem. Mas aí eu me lembrei: pelas próximas 24 horas eu tenho de conviver somente comigo mesmo, e não tive tanta certeza de que agüentaria".
O convite ao ministério é um chamado a nos tornarmos semelhantes a Cristo tão completamente quanto é um chamado a cumprirmos o ministério. Ele mantém o pastor constantemente se lembrando de quem ele é e a Quem ele agora pertence. Se nós o permitirmos, este processo nos levará a sermos conforme a imagem do Filho amado de Deus e encherá de significado a nossa vida. Poderá nos tornar desejosos ou até nos colocar à vontade para nos sentirmos em casa com a pessoa que nós mesmos nos tornamos.
A vocação de Deus empurra o pastor a conhecer-se a si mesmo. Um palestrante no culto de uma faculdade dava grande ênfase neste ponto e desafiava os estudantes a seguirem seu conselho: "Conheça-se a si mesmo. Você mede professores, colegas, amigos e amigas, por que não medir-se a si mesmo? Encontre-se consigo mesmo no campus e pergunte: "Por que estou aqui? Para que estou aqui? O que eu desejo alcançar? Para onde estou indo?"
Quando o palestrante parou para tomar fôlego, ouviu-se o murmúrio nítido de um estudante na galeria: "Se esse cara um dia encontrar-se consigo mesmo neste campus, vamos poder ver a pior briga de cachorro que já se viu nessa escola". Talvez o estudante tivesse razão a respeito daquele palestrante em particular, mas pastores precisam saber quem eles são como Deus pode usá-los de maneira singular.
A realidade: Por causa de nunca liderarmos pessoas a altura às quais nós mesmos nunca subimos uma vocação para um ministério demonstrando como a vida nos leva a sermos mais semelhantes ao Mestre, em nome de quem ministramos. O assunto tornou-se claro na vida de um jovem ministro. Aconteceu quando ele se afastava do túmulo de u jovem adolescente cujo funeral ele acabara de conduzir, quando o pai do menino lhe disse: "Não sei se acredito em tudo o que o senhor falou agora pouco ao lado do túmulo de meu filho. Mas para mim, saber que o senhor acredita nisto significa mais do que o senhor pode imaginar".
É esse tipo de alongamento do coração e da alma que a vocação ao ministério causa à fé de um pastor e ao desenvolvimento de seu caráter. O alongamento de Deus nos torna melhores, mais puros e mais semelhantes ao Salvador. Tal processo me faz lembrar do comentário de um pastor: "Deus me vocacionou ao ministério porque essa era a única maneira de tornar-me mais parecido com ele".
A lista de pontos pessoais a serem melhorados de John Baillie, famoso pregador de outra geração, faz com que o pastor sério anseie por crescer acima de suas inadequações e à semelhança de Cristo:

Meu fracasso em ser fiel, mesmo aos meus próprios e aceitáveis padrões;
Meu auto-engano diante da tentação;
Minha escolha do pior quando conheço o melhor;
Meu fracasso em aplicar a mim mesmo os padrões de conduta que exijo de outros;
Minha cegueira aos sofrimentos alheios e minha lentidão em deixar-me ensinar pelos meus próprios sofrimentos;
Minha complacência para com os erros que não tocam diretamente a mim e minha hipersensibilidade ara com os que tocam;
Minha lentidão em ver o bem no meu próximo e em ver o mal que há em mim mesmo;
Minha dureza de coração par com as faltas de meu próximo e minha prontidão em permitir as minhas próprias;
Minha indisposição em acreditar que Deus me tenha chamado para um trabalho pequeno e meu irmão para um trabalho grandioso.

VOCÊ PODE SE APAIXONAR DE NOVO
Comece por acreditar do fundo do coração, que seu ministério equipa pessoas para viverem uma vida com a qualidade de Cristo. Quando você ama o ministério e demonstra este amor, a maneira com que seu ministério se expressa causa um impacto nas pessoas muito maior do que você imagina. Você irá ajudar as pessoas a crescer. Por vezes você se transformará de um pastor carinhoso em um profeta vigoroso ou em um sacerdote suplicante. Você enriquecerá sua própria vida, também. Você se sentirá mais alto e mais nobre. Será mais espiritual e menos secularizado. Terá uma causa pela qual viver, pela qual lutar e pela qual morrer. Sentirá um senso de propósito, de estar fazendo alguma diferença de recuperação do valor próprio. Abrace seu ministério, e ele o amará em resposta, muito além de seus sonhos mais ousados.

"O ministro do evangelho se assusta com a magnitude de sua responsabilidade até que descobre a Presença ao seu lado". - Milo Arnold .
Livro: Despertando para um grande Ministério - Um livro de pastor para pastor
Editora: Mundo Cristão

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