quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A IGREJA NÃO É O ISRAEL DE DEUS











Ao contrário do que muitos pregam por aí, a igreja não substituiu Israel nos planos de Deus.

Esta abominável “doutrina” é conhecida como “TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO”, cujo autor é o “Pai do anti-semitismo”, Agostinho de Hipona, o tal “Santo Agostinho” dos católicos.

O teólogo católico Agostinho de Hipona (354-430), o qual com a sua obra ‘Cidade de Deus’ criou o anti-semitismo, que iria gerar implacáveis perseguições aos judeus no mundo inteiro, sob a alegação de que eles foram os imperdoáveis assassinos do Senhor Jesus Cristo.

O livro de Agostinho tem dominado as mentes, desde que foi escrito, e tem influenciado também os protestantes, que aderiram à teologia da substituição, acreditando que a igreja substituiu Israel no plano divino e, portanto, os judeus caíram definitivamente da graça de Deus, por terem rejeitado o seu Messias.

Agostinho criou a falsa teologia de que a Igreja de Roma é a substituta literal e por direito de Israel e que todas as promessas feitas por Deus ao Seu povo passaram a valer somente para o ‘Israel de Deus’, isto é, a Igreja de Roma [segundo a interpretação dele].

A partir dessa doutrina, Roma tomou o lugar de Jerusalém, autodenominando-se ‘Cidade Santa’ e os papas tomaram o lugar do Espírito Santo, proclamando- se ‘Vigários de Cristo’.

Os estragos da Teologia da Substituição têm sido enormes:

separou a Igreja de Israel e do povo judeu, trazendo ódio, divisão e separação; criou-se um campo minado para que mais tarde várias atrocidades fossem cometidas contra o povo judeu, como as Cruzadas, a Inquisição e o próprio holocausto; o judeu passou a ter repúdio a todo cristão, pois o via como aquele que lhe “roubou” o título de povo escolhido e, além de tudo, “o substituiu”; decorreram-se inúmeras doutrinas dos “pais da igreja”, acusando Israel de deicídio; isto é, o crime de ter matado o próprio Deus, na pessoa do Seu Filho, Jesus Cristo; propiciou que a intenção satânica de afastar a Igreja de Israel fosse uma aparente verdade, pois o inimigo sabe, pelas Escrituras, que o inferno não pode prevalecer contra a Igreja verdadeira de Jesus Cristo.

Para se ter idéia desta tragédia, até nos dias de hoje, esta Teologia é pregada em quase todos os seminários das igrejas evangélicas e em quase todas as centenas e centenas de denominações.

O Pr. Ron Riffe disse: “A partir de seus escritos, é aparente que muitos do primeiros pais da igreja, que adotaram a Teologia da Substituição, foram influenciados pela destruição de Jerusalém e do templo no ano 70.
Formou-se uma opinião geralmente aceita entre eles que Israel nunca mais voltaria a existir como nação.... Martinho Lutero, o catalisador que esteve por trás da Reforma Protestante, tinha a mesma opinião e era claramente anti-semita em algumas de suas opiniões. É triste dizer, mas essa mentalidade foi passada adiante para outros na igreja por meio dos ensinos deles”.

Dave Hunt, por sua vez, declara: “... Jeremias declara que Israel jamais deixará “de ser uma nação” (Jeremias 31.35-37).


Paulo, em apenas um sermão, refere-se três vezes a Israel como uma entidade ininterrupta (Atos 13:17, 23, 24)... Ignorando isso, a “teologia da substituição” é uma das várias doutrinas católicas romanas adotadas por Lutero, Calvino e outros grandes reformadores, sendo aceita por muitos como teologia da Reforma”.

No livro de Atos, Israel e a Igreja existem simultaneamente; o termo Israel é mencionado 20 vezes e o termo igreja, 19 vezes. Em Atos 14:2, vemos a existência, concomitante, de Judeus incrédulos, irmãos (JUDEUS E GENTIOS convertidos = igreja) e gentios: “Mas os judeus incrédulos incitaram e irritaram, contra os irmãos, os ânimos dos gentios”.

Em 1Co 10:32, vemos a existência, concomitante, de judeus (ISRAEL), gregos (GENTIOS) e igreja (JUDEUS E GENTIOS convertidos): “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos [ GENTIOS] , nem à igreja de Deus”.

Paulo nos esclarece: “Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas” (Rm 9:6). Ele deixa claro que há judeus não convertidos a Jesus Cristo (o Israel segundo a carne): “Vede a Israel segundo a carne; os que comem os sacrifícios não são porventura participantes do altar?” (1Co 10:18).

E há os judeus que se convertem, pela fé em Jesus Cristo (o Israel de Deus), tornando-se membros da igreja, do Corpo de Cristo:
“Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura. E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus” (Gl 6:16-17).

Este “Israel de Deus” são os “ramos naturais” que serão enxertados em sua própria “oliveira” (que é Israel).

Como vimos, Gl 6:16 trata do “Israel de Deus” (judeus convertidos a Jesus Cristo) e 1Co 10:18 trata do “Israel segundo a carne” (judeus incrédulos)!

Portanto, a igreja NÃO é o “Israel de Deus", ou o “Israel Espiritual” como muitos pastores, equivocadamente, pregam por aí...

Antes da cruz, o mundo se dividia em 2 classes (judeus e gentios); depois da cruz, se divide em 3 classes (judeus, gentios e cristãos=judeus e gentios convertidos)!

Quanto aos gentios que nascem de novo, pela fé em Jesus Cristo, eles também são considerados (espiritualmente) “filhos de Abraão” e também são“... geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido...” (Gl 3:6-9; 1Pe 2:9-10). Mas, isto não os torna judeus ou ISRAEL!


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