quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A VERACIDADE DA FÉ CRISTÃ



CRAIG, Willian Lane. Detêm doutorados em Teologia (Munique, sob Wolfhart Pannenberg) e Filosofia (Birminham, sob John Hick) e é indiscutívelmente o maior apologista cristão da atualidade.

Craig, domina detalhadamente seus objetos de estudo que variam da teologia à cosmologia. Colocando a ressurreição de Cristo sobre fundamentos inabaláveis e expondo argumentos bem fundamentados e irrefutáveis.

Craig, demonstrar que o cristianismo é verdadeiro inclui a apresentação de argumentos lógicos e convincentes em favor da veracidade cristã. Uma vez que esse é atacado por todos os lados como irracional e ultrapassado.
O que se vê hoje é uma verdadeira batalha intelectual travada nas universidades, nas publicações especializadas e na mídia como um todo. No calor dessa batalha, nossa próxima geração de líderes tem absorvido uma perspectiva evidentemente anticristã.

Dentro dos círculos evangélicos, o anti-intelectualismo representa não apenas uma ameaça, mas uma realidade palpável. O cristão, logicamente, não pode se dobrar à força dessa realidade nem se confinar em cubículos intelectuais alienantes.

A apologética serve exatamente para mostrar aos não-cristãos a veracidade da fé cristã e para estabelecer as ligações entre a doutrina cristã e outras verdades. É uma disciplina que revela a plena possibilidade de defesa racional da fé. Ela também mostra aos cristãos que eles não precisam viver na periferia da existência intelectual responsável.

Segundo Craig, Quando falando aos outros sobre a fé cristã, precisamos de um denominador comum com o quais ambos os lados possam contar, e ao quais ambos possam apelar. Os cristãos contam com a Escritura para informá-los sobre Deus, o universo, a natureza humana, a sociedade e todos os outros aspectos da fé e da vida.

Nós consideramos a Escritura como autoritativa e infalível, pois suas palavras foram inspiradas por Deus. Deus nos diz diretamente a verdade através da Bíblia.
Contudo, problemas levantam-se quando cristãos tentam usar a Escritura em suas conversações com incrédulos ou membros de religiões não-cristãs –– a saber, estes não consideram a Escritura autoritativa e, portanto, falham em sentir qualquer impacto nos argumentos dos cristãos ao usarem a Escritura.

Certamente, a maioria dos não-cristãos não tem problema com os cristãos apelarem à Escritura quando o debate é sobre o que o Cristianismo autêntico crê, mas isto não significa que eles reconhecerão o que é ensinado na Escritura como verdadeiro. Aqueles que pertencem à religiões não-cristãs, freqüentemente têm seus próprios textos sagrados confiáveis, e responderão aos apelos dos cristãos à Escritura apelando ao seu próprio livro sagrado.

Parece que, mesmo se formos usar a Escritura em nossos argumentos, devemos apelar a alguns outros denominadores comuns que temos com os não-cristãos, para levá-los a crer na reivindicação de que a Bíblia é confiável. A Escritura não pode ser o primeiro e o único denominador comum que temos com os não-cristãos, pois eles não reconhecem sua autoridade.

Certamente, é possível para o Espírito Santo usar passagens da Bíblia para convencer os incrédulos e abrir suas mentes para aceitarem a posição cristã.
Portanto, precisamos de um denominador comum que seja considerado autoritativo para o incrédulo, de forma que quando o cristão demonstrar a verdade do Cristianismo usando este denominador comum, o incrédulo será forçado a abandonar o denominador comum, ou a aceitar o Cristianismo como verdadeiro. O melhor denominador comum que corresponde às exigências é a razão. A maioria dos incrédulos respeita a autoridade da razão, e muitos reivindicam que eles não são cristãos precisamente devido à sua confiança na razão.

Se puder ser demonstrado que a razão favorece as reivindicações do Cristianismo, e mostrar de fato que o ateísmo, ou qualquer outra filosofia ou religião sustentada pelo incrédulo, é falso e contraditório, então, o incrédulo deve fugir para o campo da irracionalidade (uma acusação que eles falsamente trazem contra o Cristianismo), ou concordar com as reivindicações do Cristianismo e agir de acordo com ele.

Alguns cristãos podem objetar a este ponto, dizendo que a razão é contra o Cristianismo; contudo, isto é uma mentira que incrédulos têm publicado por anos, tanto que muitos cristãos a têm aceitado como verdade. A lógica é tão essencial que é impossível argumentar contra seu uso sem usá-la. Uma vez que alguém argumenta contra o uso da razão para defender o Cristianismo, ele já está usando a razão para falar sobre o assunto de defender o Cristianismo.

Nem todos os cristãos são contra o uso da razão porque eles a consideram uma forma ímpia de defender a fé. Embora alguns possam citar isto como sua razão, a causa real de sua preocupação descansa sobre a idéia de que o incrédulo vencerá o argumento se concordamos sobre a razão como o nosso denominador comum. Eles suspeitam que se concordarmos que crenças contraditórias devem ser falsas, então, o Cristianismo se mostrará como falso.

Esta insegurança vem da falta de informação e treinamento. Pode-se dizer com segurança que muitos parariam de se objetar ao uso da razão e da lógica como o nosso denominador comum com o incrédulo, se eles tivessem a certeza de que o Cristianismo não é contraditório e que ele pode ser demonstrado como sendo o único sistema de crença lógico, coerente e realístico que existe. Devemos perceber que a própria natureza de Deus é lógica e não-contraditória. A razão sã procede naturalmente de Deus, e qualquer discurso sobre Ele ou qualquer estudo das Escrituras deve empregar a razão e as regras da lógica para receber e transmitir idéias de uma maneira significativa e coerente. Sem a razão para confirmar nossas (e dos incrédulos) crenças, a apologética seria impossível, visto que todas as crenças seriam reduzível à preferências subjetivas, pessoais e não-demonstráveis.


Por isso, o único papel que resta para argumentos e provas é subsidiário. Como definiu Martinho Lutero, ao chamar de uso magisterial e ministerial da razão. Em seu uso magisterial da razão ocorre quando a razão está acima do evangelho, como um magistrado, e o julga com base em argumentos e provas. Enquanto no uso ministerial da razão, ocorre quando a razão se submete e serve ao evangelho. Sendo somente aceito o uso ministerial da razão.

A perspectiva exposta acima nos capacita a ter uma fé racional sustentadas por argumentos e evidências, sem fazermos de argumentos e evidências o fundamento de nossa fé. Precisando o apologista cristão desenvolver de maneira convincente e coerente uma verdadeira defesa de sua fé. Não desanimando nunca. O sucesso em testemunhar consiste simplesmente em falar de Cristo no poder do Espírito Santo e deixar os resultados com Deus.
Concluímos pois. Que, é o Espírito Santo, no final das contas, que nos dá a certeza da veracidade do cristianismo. Aquele que sabe que o cristianismo é verdadeiro com base no testemunho do Espírito Santo também pode ter uma boa apologética, que lhe reforce e fortaleça o testemunho do Espírito Santo.


"Não há nad CRAIG,William Lane. É autor do livro: A Veracidade da Fé Cristã . Publicado pela editora VIDA NOVA. Ano 2004.

"Não há nada repartido de modo mais equitativo no mundo do que a razão: todo mundo está convicto de ter suficiente." (René Descartes)

Por: RUBENS BASTOS



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.