sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A DESGRAÇA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE


Resposta a um caro amigo sobre a teologia da prosperidade: Graça e Paz!
Como é possível crer que o significado da vida é feito de bens e posses; de poderes e cargos importantes; de superioridade sobre os demais por se ser “filho do Rei”; crer que Deus responde ao dinheiro muito mais do que a uma oração quebrantada; e entender prosperidade como algo a ser medido por conquistas materiais – e não colocar o coração em poder-ter e em “ser-alguém” porque se tem poderes ou posses?

Simplesmente é impossível confessar tais coisas, e pensar que o resultado e o significado podem ser diferentes. Sim, porque cada um fica do tamanho do seu ídolo-teológico; e também cada um se torna a imagem de sua própria confissão com a boca.

Esses senhores da prosperidade são filhos da avareza, que é idolatria; posto que só se ocupam das coisas desta vida. Paulo diria que o “Deus deles é o seu próprio ventre”. A desgraça chamada de Teologia da Prosperidade, é uma das coisas mais demoníacas que já aconteceram à “igreja“; e uma das principais responsáveis por pegar o que restou da Igreja, saqueando-a de suas ultimas purezas, e, assim, tornado-a “igreja”.

Ora, a tal “Prosperidade Idólatra e Materialista”, além de ser total perversão da mensagem e sentido do Evangelho Eterno, acontece também, entre outros fatores, em razão do complexo de inferioridade da “igreja”; e também em razão de que a maioria dos proponentes de tal “teologia”, quase sempre, são pessoas de origem simples, e que viveram na pobreza, ou que não tiveram muita instrução, ou que viram na “igreja” o melhor negócio de suas vidas. Afinal, que negócio é mais lucrativo na Terra do que a religião?

Veja: Não dá nada pra ninguém e recebe de todos; não vende nada material, mas recolhe grana como quem vendeu diamantes invisíveis; não investe em produção, mas ganha muito como industria de promessas de milagres; não tem que manufaturar nada, pois apenas tem que manipular tudo; não tem que convencer ninguém de nada, posto que, pela pobreza, pelo medo, e pela infelicidade da existência, tais indivíduos, os “fiéis”, já compraram o “pacote” como quem compra o poder de um “despacho”, etc… Isto porque a visão de Deus anunciada nesses grupos, é a de um “Deus” perverso, avaro, ganancioso, inescrupuloso, louco por prata e ouro, e que não agüenta receber uns trocados sem dar uma demonstração pagã de poder (coisa de pequenas e medíocres divindades).

Desse modo, meu irmão, ainda que conhecendo milhares que conhecem a Deus mesmo na “igreja”, a maioria, entretanto, apenas sabe de Deus pela boca doutrinária de terceiros, o que os deixa à mercê das intenções de todos os inescrupulosos. Enquanto os “evangélicos” não pararem de ouvir somente os “pastores”, e passarem a ler de fato a Bíblia que apenas carregam como amuleto divino em baixo do braço, o paganismo reinará na “igreja”.

O povo perece sempre por falta de conhecimento de Deus e da Palavra! Essa tal “teologia” é o conteúdo espiritual de um deus pagão. Sim, um deus que responde à mecânica ritual das campanhas de prosperidade, e que se deixa mandar pelas ordens e caprichos dos pastores; e que, além disso, faz acepção de pessoas, pois, apenas é bom para os que dão dinheiro à “ele”; e também só é bom para aqueles que não faltam os encontros com “ele” nos horários predefinidos pelos “seus” donos na terra: os sacerdotes da religião.

No caso em questão, falo dos “sacerdotes” da religião evangélica; que foi a mais afetada por essa filosofia dos gurus indianos na América na década de 60 e 70. Sim, porque a “Teologia da Prosperidade” apareceu na carona do “deus rico” dos gurus da Califórnia; e seu conteúdo é idêntico ao “deles”; ou seja: a divindade tem seus “gurus”, os quais, em sendo “servidos pelo povo”, carreiam para os “servos” as bênçãos que apenas são liberadas, se eles, os gurus, forem servidos abundantemente e em primeiro lugar.

Como se não bastasse, essa tal “teologia” também é feita do mesmo material de conteúdo das principais correntes da mecânica da neuro-lingüística da Nova Era. Desse modo, Deus virou deus; e de Criador passou a Criado; e de Provedor virou Garçom de Crente; e de Senhor passou a ser Servo das ordens e caprichos dos pastores que “o” controlam, e dos crentes que com “ele” fazem suas barganhas.
De fato estamos falando de uma “coisa” que seria mais bem chamada de Evangecumba.

Sim, a “teologia da prosperidade” não passa de paganismo feito dos mesmos elementos mantricos e das mesmas repetições pagãs às quais Jesus denunciou. Você pergunta se isto é anticristo? Ora, é claro que é. Por muito menos Paulo disse que os judaizantes de seus dias – os quais eram teologicamente “puros” perto dos proponentes da “prosperidade” -, eram “inimigos da cruz de Cristo”. Preste bem atenção: Eu não tenho a menor dúvida que tudo isto que acontece à “igreja” hoje é coisa do diabo, e creio que o “espírito” que age em tais lugares, não é o Espírito de Deus, mas o espírito do mundo que jaz no maligno.

Ora, esta não é uma opinião minha, pois, quem quer que seja honesto, e que conheça a Palavra, haverá de saber que tudo o que disse acima é verdade conforme Jesus e o Evangelho Eterno e Imutável. Desse modo, não tenho nenhum temor quanto a dizer que entre muitos que são sinceros, ainda que enganados pela total ignorância espiritual na qual vivem, há também uma legião de mal intencionados, os quais, na sua maioria, não são os crentes, que apenas ouvem o que é dito, mas sim os pastores que se fizeram mediadores entre os pobres crentes e “Deus”. Ora, para mim, tal realidade equivale a ver “o abominável da desolação assentado no lugar santo“, e dando ordens em nome de Deus, como se Deus mesmo eles fossem.

O “Cristianismo” , como em abundancia aqui tenho escrito, é mais uma Religião Pagã. Em seu meio, desde o inicio – ou seja: desde Constantino, que é o seu criador -, o que prevaleceu foi à magia, a bruxaria que buscava bruxas para matar com mórbido tesão, e toda sorte de tentativas de controle do nome de Deus a fim de manipular o povo ou negociar com os príncipes e com as potestades políticas.

Vejo todas essas maneiras perversas de relação com “Deus”; e também vejo como sendo coisa que se equivale à bruxaria dos “Enoquianos”, por exemplo, que é uma seita que crê que, por meio de palavras mágicas de ordem, pode-se por os anjos a serviço do homem, quando este bem entende, sendo os anjos sujeitos aos homens e aos seus caprichos. Somente quem não conhece a Jesus e Sua Palavra pode pensar que minhas palavras são ácidas. Pois, quem de fato conhece a Palavra, sabe que não digo aqui nada que Paulo, Pedro e Judas não tenham dito em suas cartas e epistolas.

E mais: somente quem não conhece o espírito do Evangelho e seu conteúdo, é que pode se entregar à loucura, ao devaneio, ao surto da “teologia da prosperidade”, crendo que se trata de algo genuíno ou de Deus. O “Deus” ensinado pela “teologia da prosperidade” é a cara do Diabo! Assim, meu irmão, não perca mais seu tempo com esses caras e nem com tais loucuras, pois, de certo, o fim deles, não será bom; especialmente o fim daqueles muitos que se servem de tais práticas apenas para enganar o povo, mesmo e especialmente dos pobres.

Deus é Vivo! E todos estes, logo, logo, estarão diante do Eterno; e então verão com quantos paus se faz uma eterna cangalha!
Fique firme no Evangelho da Graça!
Nele, em Quem a prosperidade é riqueza de boas obras e amor, e não grana e poder humanos.
Pr. Caio Fábio


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.