quinta-feira, 10 de março de 2011

A TEOLOGIA DO UMBIGO






Col. 3.8-17. Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.
Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos.
Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade;
Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.
E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.
A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.
E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.

I - VISÃO DO UMBIGO: significa uma pessoa centrada apenas em si mesma.
As culturas antigas usavam a mesma palavra para definir os lugares que consideravam sagrados. Ou seja, só nos tornamos um cristão de verdade quando paramos de olhar para nós mesmo e conseguimos enxergar os outros.

a) O nosso olhar sobre as coisas e os outros depende da forma como olhamos para nós.
Muitas vezes não damos valor ao que somos, ao que fazemos, ao que temos; desprezamo-nos, desvalorizamo-nos e não damos o justo valor a nós mesmos; não nos amamos de forma correta.

JESUS ENSINOU A AMAR OS OUTROS COMO A SI MESMOS.

b) Quando nos amarmos de forma justa e equilibrada e nos valorizarmos a nós mesmos, na mesma medida vamos valorizar os outros e viver em paz .

AS GUERRAS QUE FAZEMOS COM OS OUTROS SÃO, MUITAS VEZES, SINAL DO MAL ESTAR QUE SE DÁ DENTRO DE NÓS MESMOS.

c) Quase sempre nos queixamos dos outros. Mas se quisermos a paz, temos de começar por mudar a nós mesmos, evitar as pequenas e as grandes guerras sem esperar que os outros mudem.

ALÉM DISTO, TEMOS TAMBÉM ESSE EVANGELHO MEDÍOCRE E EGOÍSTA QUE PERMEIAM A VIDA DE MUITAS PESSOAS.

II - EVANGELHO DE PESSOAS NA MÉDIA. Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer. (Lc.17.10)

Vivemos em um mundo de egoísmo, egocentrismo e egolatria.
Egoísmo porque as pessoas só pensam em si mesmas.
Egocentrismo porque querem que tudo as agrade e que todos a elas se submetam.
A egolatria acaba sendo o resultado dessa filosofia de vida que tem seu sustento no hedonismo de nosso tempo mas também em nossa fraqueza espiritual.

A maioria dos dicionários define egolatria como sendo “adoração de si próprio”. Alguns vão além e incluem “tendência a monopolizar a atenção, mostrando desconsideração pelas opiniões alheias”.

Eu vou mais longe e defino egolatria como sendo “a diminuição do domínio do Espírito Santo em nossa vida através de um viver que despreza os valores bíblicos e exalta a nossa vontade própria”.

ESTE EVANGELHO é a marca de UMA VIDA DISTANTE DE DEUS e totalmente independente.
Em vez de uma vida plena do Espírito eles abafam a ação de Deus em suas vidas e tem um comportamento descomprometido com a Palavra de Deus.
Isso acaba resultando na egolatria que se manifesta tanto na sutileza de uma ação que poucos vêem como em escancaradas demonstrações de culto ao ego que acontecem até dentro da Igreja de Jesus Cristo.

Egoísmo é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona.

O EGOÍSMO aos poucos dá lugar ao egocentrismo. Por se julgarem melhores e estarem sempre corretos logo esperam que todos ao seu redor concordem com suas idéias. Esperam que suas palavras sejam consideradas sempre com maior atenção e apreço. Começam a construir um ‘universo próprio’ que gira em torno de seu ego (próprio umbigo). Nessa fase a vaidade é alimentada pela carnalidade e o senhorio de Jesus Cristo é colocado em segundo plano.

A EGOLATRIA começa com a exaltação da vontade própria que pode ser definida como egoísmo. Aos poucos a pessoa começa a olhar para si mesma e a se sentir demasiadamente merecedora ou absolutamente correta. Não sei se é falta de honestidade ou desequilíbrio, mas muitos olham para si mesmos e acabam concluindo que apenas eles estão certos.
A EGOLATRIA se apresenta como o final de um processo que excluiu totalmente o domínio do Senhor e o anseio por uma vida que faz a vontade Dele.

A única arma capaz de vencer a egolatria é a submissão total a Cristo aliada à humildade e a um coração quebrantado.

III - RESULTADOS DA VISÃO DE SI MESMO.

a) Segregação Social: é a separação ou a distância social e física oriunda de vários fatores sociais: raça, riqueza, educação, religião, profissão, nacionalidade.

Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. (Gal.3:28)


b) Exclusão social: é a separação de grupos sociais.


•A igreja evangélica não é um lugar de exclusão social. Não há grupos dentro do corpo de Cristo.

• Este EVANGELHO MEDÍOCRE e esta TEOLOGIA DO UMBIGO tem colaborado para a falência da vida cristã. Criando ilhas particulares de adoração, além da criação de grupos seletos.

• A falência das políticas públicas e sociais trouxeram para a igreja uma visão distorcida do que é o Evangelho de Cristo. A igreja como instituição deve colaborar e interagir com todos.

CONCLUSÃO:

O verdadeiro exercício da vida é amar.
Vivemos para amar, amamos para aprender e aprendemos para viver melhor.
Feliz daquele que ensina o que aprende e aprende o que ensina.
A vida só tem significado quando você se torna alguém útil.

- precisamos ouvir mais a voz do nosso coração;
- precisamos respeitar os nossos limites, sem desrespeitar os limites do outro;
- somos mais felizes quando conseguimos perdoar os erros do outro;
- sofrimento não é um castigo, mas uma maravilhosa oportunidade que a vida nos dá de aprendermos algo; - nosso mundo externo é reflexo de nosso mundo interior;
- o amor é o caminho mais difíceis para o nosso amadurecimento, mas é também o mais gratificante e prazeroso;
- e, enfim, que todos nós nos arrisquemos a amar, ao invés de nos fecharmos numa ilusória ilha, perdendo a preciosa oportunidade de sermos felizes!

• A essência do Evangelho de Cristo é a sensibilidade diante da dor alheia e a prontidão em assistir os desafortunados.

• O ensino apostólico colocou a beneficência no centro da vida cristã – a misericórdia ou benignidade como um dons espirituais.

Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei (Gl 5.22-23).

A instituição do diaconato, uma classe de oficiais voltada especificamente para a assistência aos necessitados, testifica sobre a importância desse aspecto da vida cristã. Ao contrário, num mundo afligido por tantas situações que atentam contra a vida, a dignidade e o bem-estar dos seres humanos, é mister que os cristãos redobrem os seus esforços no sentido de seguir os passos de Cristo.


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